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Quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Freio de Ouro terá sua 30ª edição no fim de agosto

Prova conseguiu criar parâmetros para fomentar o cavalo Crioulo para o mundo e hoje é a mais importante da raça
AS Malke Punhalada, égua classificada na etapa de São Lourenço do Sul (RS)
AS Malke Punhalada, égua classificada na etapa de São Lourenço do Sul (RS)

No mês de agosto será realizado um marco histórico para os amantes do cavalo Crioulo: a 30ª edição do Freio de Ouro, que será disputada na Expointer, em Esteio (RS), entre os dias 25 e 28 de agosto. A competição conquista os objetivos traçados pelos seus idealizadores - que era criar um modelo ideal para estabelecer o padrão da raça - e promove inúmeros parâmetros avaliatórios para fomentar o Crioulo além das fronteiras do Brasil. O evento que se baseava em exposições morfológicas, hoje conta com oito etapas, onde são avaliados morfologia, andadura (tronco, trote e galope), figura, voltas sobre pata (spin) e esbarrada, mangueira, campo, mangueira e campo II e Bayard/Sarmento.

Das exposições funcionais organizadas por criadores gaúchos, na década de 80, é que nasceu, oficialmente, o Freio de Ouro. A iniciativa foi dada por Bayard Bretanha Jacques, Manuel Rossel Sarmento, João Alberto Dutra Silveira, Luiz Carlos Cassal de Albuquerque e outros, que dedicaram tempo para que o evento se tornasse uma ferramenta seletiva, pensando apenas em expandir a raça.

O trabalho não parou na região do Rio Grande do Sul. Com homens e mulheres buscando dar destaque ao trabalho em que o animal realizava nos campos, as disputas começaram a avançar fronteiras. Ligou-se a paixão dos vizinhos latinos e se tornou cada ano mais disputada.

De três para 12 classificatórias, atualmente mais de 64 credenciadoras selecionam os melhores animais entre a América Latina. A Sociedade de Criadores de Cavalos Crioulos de Uruguai irá completar 70 anos no dia 1º de setembro. Segundo a ex-presidente e atual secretária da entidade, Alma Elzora de Aznáres, a paixão do uruguaio pelo cavalo está ligada diretamente a um fator histórico de desenvolvimento da nação, onde ele é considerado essencial no período de luta por independência e pela expansão da economia.

Esse fator impulsionou ainda mais os países estrangeiros a participarem das classificatórias do Freio de Ouro, pensando também em aprimorar a genética do Crioulo e como torná-lo ideal para o trabalho no campo.

Outro diferencial nas provas disputadas pelo Freio de Ouro é a impossibilidade de se criar os "favoritos" a vencedor. Todos os anos, milhares de competidores transitam por colocações intermediárias no ranking, deixando claro que é impossível saber quem ganhará. Nas disputas, todas as etapas completam-se a uma somatória de pontos.

Chegando ao Freio de Ouro

Para participar do Freio de Ouro, os competidores devem se credenciar em dois tipos de seleção: animais inéditos e abertos. Serão 48 machos e 48 fêmeas na categoria inédita, que, melhor pontuados, garantem vaga no Bocal de Ouro. Na aberta, são quatro machos e quatro fêmeas.

Classificados, os animais passam por mais duas seleções, o Bocal de Ouro e as Classificatórias Regionais. De lá sairão os quatro machos e fêmeas mais pontuados, seguidos de dois reservas por sexo, para a final do evento.

No Freio de Ouro, os animais devem participar de uma prova morfológica e oito funcionais. O vencedor é o que conquistar o maior número de pontos.


Leia a matéria na íntegra na Revista Horse, edição 36. Disponível nas bancas!

 

Revista Horse - edição 36 (agosto/2011)
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