No mês de agosto será realizado um marco histórico para os amantes do cavalo Crioulo: a 30ª edição do Freio de Ouro, que será disputada na Expointer, em Esteio (RS), entre os dias 25 e 28 de agosto. A competição conquista os objetivos traçados pelos seus idealizadores - que era criar um modelo ideal para estabelecer o padrão da raça - e promove inúmeros parâmetros avaliatórios para fomentar o Crioulo além das fronteiras do Brasil. O evento que se baseava em exposições morfológicas, hoje conta com oito etapas, onde são avaliados morfologia, andadura (tronco, trote e galope), figura, voltas sobre pata (spin) e esbarrada, mangueira, campo, mangueira e campo II e Bayard/Sarmento.
Das exposições funcionais organizadas por criadores gaúchos, na década de 80, é que nasceu, oficialmente, o Freio de Ouro. A iniciativa foi dada por Bayard Bretanha Jacques, Manuel Rossel Sarmento, João Alberto Dutra Silveira, Luiz Carlos Cassal de Albuquerque e outros, que dedicaram tempo para que o evento se tornasse uma ferramenta seletiva, pensando apenas em expandir a raça.
O trabalho não parou na região do Rio Grande do Sul. Com homens e mulheres buscando dar destaque ao trabalho em que o animal realizava nos campos, as disputas começaram a avançar fronteiras. Ligou-se a paixão dos vizinhos latinos e se tornou cada ano mais disputada.
De três para 12 classificatórias, atualmente mais de 64 credenciadoras selecionam os melhores animais entre a América Latina. A Sociedade de Criadores de Cavalos Crioulos de Uruguai irá completar 70 anos no dia 1º de setembro. Segundo a ex-presidente e atual secretária da entidade, Alma Elzora de Aznáres, a paixão do uruguaio pelo cavalo está ligada diretamente a um fator histórico de desenvolvimento da nação, onde ele é considerado essencial no período de luta por independência e pela expansão da economia.
Esse fator impulsionou ainda mais os países estrangeiros a participarem das classificatórias do Freio de Ouro, pensando também em aprimorar a genética do Crioulo e como torná-lo ideal para o trabalho no campo.
Outro diferencial nas provas disputadas pelo Freio de Ouro é a impossibilidade de se criar os "favoritos" a vencedor. Todos os anos, milhares de competidores transitam por colocações intermediárias no ranking, deixando claro que é impossível saber quem ganhará. Nas disputas, todas as etapas completam-se a uma somatória de pontos.
Chegando ao Freio de Ouro
Para participar do Freio de Ouro, os competidores devem se credenciar em dois tipos de seleção: animais inéditos e abertos. Serão 48 machos e 48 fêmeas na categoria inédita, que, melhor pontuados, garantem vaga no Bocal de Ouro. Na aberta, são quatro machos e quatro fêmeas.
Classificados, os animais passam por mais duas seleções, o Bocal de Ouro e as Classificatórias Regionais. De lá sairão os quatro machos e fêmeas mais pontuados, seguidos de dois reservas por sexo, para a final do evento.
No Freio de Ouro, os animais devem participar de uma prova morfológica e oito funcionais. O vencedor é o que conquistar o maior número de pontos.
Leia a matéria na íntegra na Revista Horse, edição 36. Disponível nas bancas!