A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) realizou, no dia 19 de julho em Pelotas/RS, uma Assembleia Geral para definir, entre outros temas, a posição da entidade em relação à Inseminação Artificial e à Transferência de Embriões.
Por decisão da assembleia, a ABCCC passará a admitir a possibilidade de todas as éguas confirmadas produzirem um produto por ano, no próprio ventre ou por transferência de embriões, respeitado o intervalo entre os partos. Além disso, as fêmeas atualmente aptas à transferência - integrantes do Registro de Mérito, as quatro melhores da Expointer, as vencedoras do Freio de Ouro, Prata e Bronze e as três primeiras colocadas da categoria geral da Marcha de Resistência da ABCCC - poderão gerar dois produtos por temporada, sem necessidade de utilização do próprio ventre. No momento do implante, no entanto, égua e garanhão devem estar vivos.
A maioria também votou favoravelmente à liberação da Inseminação Artificial a fresco ou congelado, com ou sem transporte de sêmen, desde que limitadas numericamente as padreações por temporada. O número máximo de padreações proposto pela diretoria foi de 120, que foi aprovado, no entanto, por reivindicação dos criadores e com o consentimento do Conselho Deliberativo Técnico (CDT), os garanhões inscritos no Registro de Mérito foram contemplados com 150 padreações. Na ocasião da Inseminação, também, o garanhão deve estar vivo.
Na opinião de Ricardo Borges, presidente do Conselho Deliberativo Técnico da associação (CDT), a liberação e normatização da prática é um passo importante dado pela ABCCC, cujos efeitos só poderão ser medidos com o passar dos anos. "Dessa forma, tomando as decisões com prudência, reduzimos a possibilidade de um possível impacto negativo", diz. Borges salientou ainda o caráter das decisões ressaltando que todas as medidas propostas pela diretoria visam o benefício da raça e não qualquer interesse particular.
O presidente da ABCCC descreveu a assembleia como o momento mais importante da raça no país nos últimos anos e se disse honrado por presidir e mediar a votação. "Foi importante divergir, discutir e decidir democraticamente as preocupações da entidade. Estamos caminhando passo a passo, pensando a médio e longo prazo e abrindo essa porta com seriedade e segurança. Na verdade, estamos regulamentando uma prática que já era feita ilegalmente", afirmou Sarmento.