26-Out-2017 18:13
Destaque da Horse 100

O TESOURO DO JOCKEY

O empresário Benjamin Steinbruch revela por que resolveu assumir o desafio de dirigir o “desacreditado” Jockey Club de São Paulo

Benjamin Steinbruch, Jockey SP,
edição 100

Quando Benjamin Steinbruch, 64 anos, presidente da CSN, uma das maiores empresas siderúrgicas do mundo, decidiu assumir a direção do Conselho Administrativo do Jockey Club de São Paulo, despertou logo a curiosidade de amigos mais próximos, com uma pergunta em comum: “Aonde está escondido o ouro?”. A questão segue uma dedução aparentemente óbvia no mundo empresarial: por que um dos empresários mais bem-sucedidos do Brasil assumiria um clube de turfe endividado, desgastado e desacreditado aos olhos da maioria das pessoas?

Depois de pouco mais de cinco meses à frente da instituição, Benjamin revela a resposta com a segurança de quem tomou a decisão correta e sem nenhum tipo de arrependimento: “Isso aqui é mais que uma mina de ouro; é um diamante a ser recortado e lapidado”, afirma. Em sua visão, a metáfora do tesouro está exposta à flor da terra, em mais de 64 hectares do metro quadrado mais caro do Brasil.

Mas não é apenas o patrimônio físico que lhe abastece as esperanças. Benjamin traz das raízes a paixão pelo agronegócio, em especial os cavalos. Filho de fazendeiro gaúcho, de Santa Maria, comprou sua primeira égua Puro Sangue Inglês quando tinha apenas 17 anos. Logo depois adquiriu sua primeira fazenda, em Bragança Paulista, interior de São Paulo, onde mantém os laços com o ambiente rural, com a criação de cavalos PSI.

Nesta entrevista exclusiva à Horse, Benjamin Steinbruch revela que o desafio foi mais difícil do que imaginava, mas não tem dúvida de que tomou a decisão correta e conseguirá colocar o Jockey Club de São Paulo no lugar de destaque que merece. Fala, também, da polêmica dívida de IPTU e como será solucionada. Sua grande aposta está direcionada ao projeto desenvolvido em parceria com a Prefeitura de São Paulo, que transformará o hipódromo de Cidade Jardim em um grande parque aberto ao público, com vários atrativos, mantendo as atividades turfistas e agregando os interesses de todos que estão à sua volta. Confira!

Como começou sua relação com os cavalos? 
Meu pai nasceu em fazenda, no Rio Grande do Sul. Desde pequeno comecei a frequentar esse ambiente e gostava muito de tudo. Sempre tive uma vida muito mais para o agronegócio do que para a indústria, mas, no fim, a vida nos leva para outro rumo. Quando tinha entre 17/18 anos, queria comprar uma fazenda e fui consultar meu pai, que sempre foi uma pessoa muito especial, a melhor que conheci. Ele nunca falava não; sempre deixava ir e negociava do outro lado. Ele falou: “você quer? Então ótimo, vai procurar e se achar, me fala”. Comecei a procurar e, numa dessas, acabei chegando em uma fazenda em Amparo, que tinha uma potranquinha despaletada. Resumo: não comprei a fazenda, mas comprei a potrinha. Não tinha nem onde levar, mas enfim... 

Que potrinha era essa? 
Era Puro Sangue Inglesa, chamada Bruskense. Era filha de ZenabreBrusk. Comprei porque ela estava abandonada. Foi minha primeira égua. 

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