16-Set-2020 11:02 - Atualizado em 16/09/2020 11:25
Veterinária

A insuflação retal de ozônio em equino

Apresentada como terapia integrativa para Covid-19, com opiniões contraditórias, procedimento também é utilizado em equídeos

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Há alguns dias, veiculou-se na mídia nacional o uso de ozônio por via retal para tratamento contra Covid-19, ridicularizada pela maioria e defendida por terapeutas e usuários. O fato é que a técnica já é utilizada como adjuvante em pacientes com Sars-Cov- 2 em alguns países, exemplo da Itália e Cuba. Em estudo no Hospital Santa Cristina de Madrid- Espanha, com quatro pacientes portadores de pneumonia bilateral associada a afecção, concluiu-se que a técnica é segura, barata e eficaz, devendo ser considerada na terapia.

A notícia não foi causa de surpresa para muitos de nós hipiatras, que já utilizamos a técnica há alguns anos no tratamento de equinos. Posso dizer ainda que quase todos os internos do Ambulatório do Grupo de Pesquisa e Extensão em Equídeos da Universidade Federal de Alagoas são submetidos ao tratamento adjuvante ou único de ozônio, sendo a modalidade de insuflação retal a mais utilizada, pela praticidade e efetividade!  

O que é terapia

A ozonioterapia é uma terapia secular, que envolve a administração de mistura de oxigênio e ozônio (O2-O3), seguindo as proporções não superiores que 5% de O3, que podem ser administradas de formas locais (em feridas, por exemplo) e sistêmicas. Entre as últimas, as formas de auto-hemoterapia maior, intermediária e insuflação retal são as mais utilizadas nos cavalos. Com baixas doses, o ozônio causa estresse oxidativo agudo, controlado e transitório, desencadeando pelo organismo um mecanismo antioxidante, com liberação de peróxidos de hidrôgenio, óxido nítrico, superóxido e hidroxila. Doses de 10 a 80µg / ml são utilizadas como janela terapêutica, produzindo efeito imunomodulador, anti-inflamatório, bactericida, antiviral, antifúngico e analgésico, assim podendo ser utilizada em várias afecções equinas.

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Pierre Barnabé Escodro

Pierre Barnabé Escodro

é professor associado em Medicina Veterinária da Universidade Federal de Alagoas- Coordenador GRUPEQUI-UFAL, e pesquisador Produtividade DT 2 no CNPq

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