02-Jun-2020 10:28 - Atualizado em 02/06/2020 15:45
Comportamento

A longevidade na equitação

Dois bons exemplos dos benefícios da equitação: "Quem monta não adoece", receita seu Orlando Facada, 90 anos, cavaleiro luso-brasileiro de Adestramento

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Orlando Facada, na capa da Horse 18Armando Catunda
A imagem da rainha Elizabeth 2ª montada a cavalo, aos 94 anos de idade, na sua primeira aparição depois que foi decretado o isolamento social no Reino Unido, chamou a atenção da mídia internacional e correu mundo afora pelas redes sociais. No Brasil, o cavaleiro luso-brasileiro Orlando Facada, que no sábado (30/5) completou 90 anos, também não deixa por menos. Não apenas monta, como mantém uma rotina de treinamentos diários com vários cavalos e dá a receita para os tempos difíceis de pandemia: "Quem monta não adoece" , respondeu a um amigo, ao cumprimentá-lo pelo nonagésimo aniversário.

Seu Orlando é, de fato, um grande exemplo de como a equitação e o relacionamento com os cavalos podem gerar benefícios à saúde. Medalha de Bronze pelo Adestramento do Brasil no Pan-americano de 1983, de Caracas (VEN), começou cedo na equitação, por influência dos avós e de seu pai, Germano Domingues. Monta desde aos 3 anos e, aos 10, já participava de touradas montadas. Disciplinado e dedicado, o cavaleiro nonagenário mantém, ainda hoje, uma rotina rigorosa de treinamento e aulas em sua propriedade de 10 mil metros quadrados na Praia do Perequê, no Guarujá.  A história de desse exemplo de cavaleiro foi contada na edição 19 da Revista Horse e pode ser conferida na edição digital da Horse abaixo.

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O inglês Nick Skelton, medalha de Ouro na Rio 2016 aos 58 anosFagner Almeida/Revista Horse
Os exemplos da rainha Elizabeth 2ª e de Orlando Facada, ambos de origem europeia, evidenciam que a equitação é uma atividade que pode ser praticada sem limite de idade . Aliás, vale ressaltar que é a única modalidade olímpica praticada com igualdade por homens e mulheres, sem limite de idade. Na olimpíada Rio 2016, por exemplo, o campeão da prova de Salto Individual foi Nick Skelton, à época com 58 anos (Veja AQUI). Também no Rio, o norte-americano Phillip Dutton, à  época com 52 anos, ficou com o Bronze no Concurso Completo de Equitação (CCE). Isso sem contar o neozelandês Mark Todd, que aos 60 anos competiu na Olimpíada do Rio pelo seu país e também foi técnico do Time Brasil de CCE na mesma competição. Não pode acaso, foi eleito pela Federação Equestre Internacional como "Ginete do Século XX".

Nunca é tarde

Se a equitação, seja ela no lazer ou no esporte, nunca é uma atividade que pode ser praticada com muita longevidade, também nunca é tarde para começar. "O cavalo e os esportes equestres são para a vida toda. Não há limite de idade, não há disputa por sexo, não há limite para a diversão, alegria, convivência e prática de uma atividade física", descreve  a Instrutora e atleta de Equitação e Adestramento Clássico, Priscila Thomazelli, no site Assessoria Animal.

Segundo ela, dependendo da recomendação médica, o esportista terá que se dedicar as aulas prescritas para seu organismo, que pode ser complementada a atividades como Pilates, Ginástica Funcional e Reabilitação, tudo feito sobre o dorso de um cavalo em movimento."Se você sempre sonhou em montar cavalos, mas antes não tinha tempo, e agora está na “Melhor Idade”, saiba que é hora de começar a viver a “Melhor Fase de sua Vida”, montando cavalos", recomenda. Veja, no quadro abaixo, alguns dos benefícios apontados pela especialista:

Os benefícios do Hipismo
- Combate à Depressão
- Aprimoramento do equilíbrio
- Aprimoramento da coordenação motora
- Redução do Stress
- Reforço do tônus muscular, força e resistência
-  Aumento da vida social, fazendo com que o esportista conviva com outras pessoas de idades diferentes, com interesses diferentes
- Contato com um animal
- Estimulo do raciocínio rápido
- Aumento da confiança e auto-estima
- Convívio com a natureza

 


     

Revista Horse/Assessoria Animal. Foto: Reprodução/Armando Catunda
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