11-Jan-2018 16:05 - Atualizado em 11/01/2018 16:17
mangalarga

ABCCRM muda regulamento de provas

Objetivo é o de resgatar o prestígio da raça, fortalecer os Núcleos regionais, chegar mais próximo do mercado

A Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM) começou 2018 implementando mudanças no regulamento de Exposições e Copas de Marcha. Conforme já havia adiantado Luis Augusto de Camargo Opice, novo presidente da entidade, em entrevista à Revista Horse de dezembro, o objetivo é o de resgatar o prestígio da raça, fortalecer os Núcleos regionais, chegar mais próximo do mercado, colocar o Mangalarga em evidência e atrair mais usuários. 

Entre as mudanças estão a criação de um Campeonato de Núcleos, com ranking próprio e bonificações em espécie para os três primeiros colocados, contemplando também os associados dos núcleos e seus animais que comprovadamente participarem dos eventos nos rankings regional e geral. 

Para participar, cada Núcleo deverá organizar e realizar no mínimo seis eventos, tais como: Exposição Regional valendo 10 pontos; Copa de Marcha valendo 9 pontos; Exposição Funcional valendo 10 pontos; Poeirão valendo 8 pontos; Enduro valendo 8 pontos; Cavalgada valendo 7 pontos. Caso o Núcleo repita um ou mais dos eventos mencionados acima no mesmo ano, este terá a mesma pontuação, acrescida de bonificação de 20%. Poderão participar apenas os Núcleos que forem juridicamente existentes com registro em cartório de títulos e documentos e CNPJ. 

A partir deste ano, em vez de se credenciar os expositores, para fins de participação na Exposição Nacional, serão credenciados os animais, e de forma individual. Essa mudança visa essencialmente resgatar e fortalecer as exposições regionais.Assim, somente poderão participar da Exposição Nacional os animais que tiverem participado de pelo menos duas Exposições Regionais.

A Exposição Brasileira não é considerada como Regional e, a partir do ano hípico de 2019, uma das duas exposições regionais obrigatórias para fins de credenciamento, deverá necessariamente ser aquela mais próxima da sede do expositor. Na Exposição Nacional e na Final da Copa de Marcha, para os animais montados, será aplicado o sistema de “Cabeça de Chave”. Aqui os animais mais pontuados a partir do início do Ranking até o início destas Exposições serão separados uns dos outros em subdivisões diferentes, sempre dentro de uma mesma categoria. Outra alteração aplicada foi nas regras de Exposições.

Visando atualização e maior dinâmica nesses eventos da Raça, a partir do ano calendário de 2018, acontecem os campeonatos de andamento para potros e potras com até 36 meses de idade; também neste ano calendário, as categorias dos animais montados serão assim divididas:
a) Campeonato Égua Júnior: fêmeas com idade entre 36 e 48 meses;
b) Campeonato Égua Jovem: fêmeas de 48 a 60 meses;
c) Campeonato Égua Maior: fêmeas de 60 meses até 78 meses;
d) Campeonato Égua Sênior: fêmeas com mais de 78 meses até 96 meses;
e) Campeonato Égua Graduada: fêmeas de 96 a 120 meses;
f) Campeonato Égua Master: fêmeas com mais de 120 meses.

a) Campeonato Cavalo Júnior: machos com 36 até 48 meses;
b) Campeonato Cavalo Jovem: machos com 48 até 60 meses;
c) Campeonato Cavalo Maior: machos com 60 até 78 meses;
d) Campeonato Cavalo Sênior: machos com 78 até 96 meses;
e) Campeonato Cavalo Graduado: machos com 96 até 120 meses;
f) Campeonato Cavalo Máster: machos com mais de 120 meses.

Também com validade a partir deste ano, serão introduzidos os campeonatos de progênie de pai jovem e adulto e mãe jovem e adulta de andamento, não havendo o julgamento da progênie mista (este caso será avaliado posteriormente). Não haverá mais limite de animais a serem expostos por um criador numa Exposição. No entanto, para fins de ranking da Exposição e Geral, serão considerados apenas os 16 melhores resultados. Quando a categoria de pelagem contar com menos de cinco animais participantes, será julgada junto com outra categoria, sendo as respectivas classificações consideradas separadamente. 

Outra medida adotada pela nova diretoria para que a Raça Mangalarga volte a ocupar um lugar de destaque na vitrine equestre brasileira, é no decorrer de 2018 serão discutidas e testadas alterações relativas ao julgamento do galope. As novas regras, se aprovadas, passam a valer para o ano hípico de 2019.  Luis Opice destaca no entanto, que não se pretende, com essas eventuais alterações, suprimir as figuras e exercícios atualmente em vigor, conhecidos, no conjunto, como galope funcional.

Revista Horse
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