24-Jul-2021 06:50 - Atualizado em 25/07/2021 04:57
Horse Tokyo 2020

Adestramento brasileiro chega à casa dos 70% em Tóquio e muda de patamar

Com 70,419%, João Victor Oliva, na sela de Escorial, eleva seu próprio recorde e fecha a participação do Brasil com o sentimento de "dever cumprido"

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Adestramento brasileiro chega à casa dos 70% em Tóquio e muda de patamar
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O cavaleiro de Adestramento João Victor Oliva, na sela do Lusitano Escorial, abriu o hipismo da Olimpíada de Tóquio 2020, na tarde deste sábado (manhã no Brasil), no Parque Equestre Baji Koen, com a nota de 70, 419%. Com o resultado, praticamente se despede da Olimpíada, mas estabelece um novo patamar brasileiro, superando sua própria marca de 68,071%, conquistada na Rio 2016, como o melhor resultado do Adestramento brasileiro em Olimpíadas. "Saio com o sentimento de dever cumprido", disse ele à reportagem da Revista Horse, na Zona Mista das pistas de Tóquio.

Dos 59 conjuntos de 29 países que disputam as qualitativas do Grand Prix, 29 entraram em pista neste sábado e mais 30 concorrem amanhã, no domingo. Na terça-feira voltam à pista as oito melhores equipes, com três conjuntos cada, segundo as novas regras, para definir os pódios. Apenas os 18 melhores de toda a competição vão para a final do Individual, marcada para a tarde da próxima quarta-feira (28/7), manhã do Brasil, com a charmosa prova de Free Style. Os favoritos continuam sendo Alemanha, com 18 pódios em Olimpíadas, Grã-Bretanha, da bi-campeã Charlotte Dujardim, e Holanda. 

Na Zona Mista, João Victor afirmou que a prova foi dentro do que esperava., "Fiz um errozinho dentro do ziguezague, que é peso 2, porém fico muito contente, pois senti o cavalo muito bem lá dentro. Sempre tem uma coisinha para acontecer, porque nunca é perfeita a prova, então a gente tem sempre que tentar melhorar e ir aprendendo com os erros", avaliou. Para ele, embora a pontuação tenha sido boa, há sempre o que melhorar. "Tem de ficar contente, pois o cavalo tá comigo há pouco tempo e se portou muito bem lá dentro", comentou.

Sobre o fato de ter superado sua própria marca de 68,071% da Rio 2016, João afirmou que faz parte do processo de evolução. "A gente tem sempre que ir melhorando. Quando a gente anda para trás é ruim, então cada ano que a gente vai melhorando é uma conquista. Eu sou novo, tenho muito pela frente, então se cada ano a gente melhorar um pouquinho, quem sabe um dia chego entre os melhores".

Para ele, a nova marca deve servir de incentivo e meta a outros cavaleiros. "Eu acredito muito no Brasil, temos bons cavaleiros e bons cavalos, então vou torcer para que na próxima Olimpíada a gente venha com uma equipe forte. Temos sempre que tentar melhorar nossos próprios resultados, e se outros quiserem ganhar de mim,  vamos andar para frente", disse. "Agora vou comprar um saco de cenoura para o cavalo, que ele merece", disse, referindo a Escorial, seu garanhão Lusitano de 12 anos.

Dos sete juízes, cinco deles deram notas acima de 70%. Veja abaixo como foi a avaliação de cada um deles.

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Primeiro dia - João Victor

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Primeiro dia - João Victor

 

Marcelo Mastrobuono/Revista Horse, direto de Tóquio, Japão
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