04-Jan-2021 11:52
Homenagem

Adeus a Vilson Souza, o ginete do século

Revista Horse e Supra fazem homenagem ao primeiro ganhador do Freio de Ouro, falecido no início de dezembro/2020

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Texto publicado na edição 128 da Revista HorseReprodução
               Foi ele quem abriu a porteira da fama para dezenas de ginetes. Também foi ele quem, durante décadas encantou o público por onde passou, com suas belas histórias, versos e poesias. O 5 de dezembro marcou a partida do eterno ginete de ouro, Vilson Chalart de Souza, aos 86 anos.

       Ele foi vencedor da primeira edição do Freio de Ouro em 1982, computando ainda outras quatro conquistas, além de quatro Freios de Prata e dois Freios de Bronze. Feitos que lhe renderam o apelido de Ginete de Ouro ou Ginete do Século como também era chamado.

                Por tudo que representou em vida, Vilson Souza se tornou uma verdadeira lenda não apenas para o Cavalo Crioulo, mas para inúmeras outras raças, de quem tinha grande admiração e respeito. Não por acaso, seu falecimento rendeu inúmeras homenagens nas redes sociais, incluindo grande nomes

               Guerreiro por natureza, nem mesmo as complicações por conta de um Acidente Cerebral Vascular (AVC), o impediam de estar entre a nação crioulista. Durante o Freio de Ouro de 2018, a Revista Horse o entrevistou para uma reportagem publicada na edição 108. Na época, relembrou a épica vitória de 1982, quando seu inesquecível parceiro, rozilho Itaí Tupambaé, deixou para trás concorrentes como Chacay Sombra e BT Ópio.

                Contou também que o cavalo campeão morreu pouco tempo depois, aos cinco anos, por problemas alimentares. Não sem antes deixar uma prole de mais de 200 filhos e seu couro, que se tornou uma espécie de amuleto da sorte para o ginete.

                Como define seu site, Don Vilson foi um verdadeiro homem do cavalo, inspirou ginetes e cavaleiros de todo os cantos do Brasil e seu legado vai muito além das pistas. São os versos declamados, o sorriso inconfundível e humildade de sempre se apresentar ante todos que paravam a sua frente.

         Vilson Souza nasceu em Alegrete, mas adotou Bagé para viver e lá também se tornou sua definitiva morada. Por conta dos protocolos do Covid 19, seus amigos não puderam comparecer para a despedida, mas certamente todos aqueles que o tinham no coração oraram felizes. O guerreiro cumpriu sua jornada e voltou para casa.

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Revista Horse 128
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