29-Jan-2019 15:40 - Atualizado em 29/01/2019 16:28
Tragédia de Brumadinho

Animais: as vítimas sem registro

Cavalos estão entre os animais afetados pela tragédia na região forte na pecuária. Alguns foram resgatados com vida, outros estão sendo eutanasiados

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O rompimento da barragem da Mina do Feijão, pertencente a Vale do Rio Doce, em Brumadinho, região Metropolitana de Belo Horizonte, deixou um rastro de destruição, matou dezenas de pessoas e também vitimou fauna e a flora local, além de animais domésticos. As imagens chocam e deixa um misto de tristeza e repulsa em todos que assistem. Animais agonizando ou já mortos, submersos a lama.
Cavalos, muares, bovinos, galinhas, porcos e cães, são as vítimas não contabilizadas na tragédia de Brumadinho. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região onde aconteceu a tragédia é forte na exploração pecuária, com mais de 18 mil bovinos e 10 mil suínos. Conforme moradores locais, a estimativa é a de que a maior parte desses animais tenha morrido e outra parte esteja agonizando na lama.
Alguns desses animais foram resgatados com vidas, enquanto outros não tiveram a mesma sorte. É o caso de duas vacas que estavam presas na lama de rejeitos e acabaram sacrificadas no Córrego do Feijão, nesta segunda-feira (28).
Se centenas de animais não sobreviveram, até a manhã desta terça-feira
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(29), cerca de 30 animais, a maioria domésticos, foram resgatados com vida. Um grupo reunindo integrantes das ONGs Anjos do Asfalto, Eco Ação e do Instituto Luísa Mel e ganhou reforço da Cruz Vermelha, por meio da ONG Sea Shepard, com um guincho, para ajudar no trabalho de resgatar os animais presos à lama.
A juíza Perla Saliba Brito determinou que a Vale, empresa responsável pela Barragem, se responsabilize pelo resgate dos animais afetados pela lama. Para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a empresa deve contratar ou fornecer “equipe capacitada,
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medicamentos, alimentos, maquinários e todo e qualquer meio adequado ao resgate, acolhimento e tratamento dos animais agonizantes”.
A juíza Perla Saliba Brito determinou ainda, que o trabalho deve ser feito paralelamente e não deve atrapalhar de forma alguma a atuação dos bombeiros no resgate das vítimas humanas. Se a Vale do Rio Doce não cumprir a determinação, a multa diária é de R$ 50 mil e incursão no crime de desobediência.

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