25-Mai-2019 16:02 - Atualizado em 25/06/2019 16:05

Ao leitor, com esmero

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edição 114, Horse, Inteligência Biológica,
Edição 114
A edição que o leitor tem em mãos traz como destaque de capa um assunto intrigante: a Inteligência Biológica, tema que vem sendo estudado pelo médico veterinário Gustavo Braune. O que é, para que serve e como utilizá-la no dia a dia das relações com os cavalos são algumas das questões que tentamos conceituar nesta primeira abordagem. O assunto realmente é complexo e merecerá alguns desdobramentos. Priorizamos, nesse primeiro momento, uma introdução conceitual, para podermos desenvolver futuramente dentro das perspectivas e necessidades dos próprios leitores.

Mais do que um conceito técnico, o tema traz embutido em sua raiz uma série de questões que estão ligadas com a forma como o homem se relaciona com o cavalo, um parceiro de milênios, e como isso vem sofrendo mutações nas últimas décadas.

Para quem tem alguma intimidade com o assunto, não é nenhuma novidade de que devemos entender os equinos do seu ponto de vista, e não do nosso, humano. A frase emblemática dessa abordagem, evidenciada na capa, vai ao cerne da questão: “Se para nós humanos o céu é azul e fica para cima, para os cavalos fica embaixo e é verde”. Um bom ponto de partida para entendermos o quanto somos diferentes, embora cada vez mais próximos e dependentes um dos outros.

Não temos a pretensão de reescrever o que muitos profissionais da área já constataram há décadas. O mestre Tom Dorrance, por exemplo, o cowboy americano que já foi até comparado com um monge budista, sempre enfatizou a necessidade de nos comunicarmos com os cavalos segundo suas próprias perspectivas. Dorrance formulou seus conceitos de forma empírica, fruto de uma sensibilidade nata, aperfeiçoada com suas experiências práticas.

 A Inteligência Biológica que o doutor Braune nos propõe segue o mesmo caminho, agora com um embasamento de dados históricos e científicos, como veremos nesta e em outras edições sobre o assunto. Afinal, é na prática que confirmamos as teorias. Nesse sentido, nossos leitores poderão contribuir para esse entendimento e como isso funciona nas nossas práticas cotidianas.

Não se trata, obviamente, de impor um novo paradigma. Muito menos de dizer o que está certo ou errado, mas apenas apontar alternativas do que pode ser o “melhor ainda”. O objetivo é essencialmente jornalístico, trazendo à tona, como veículo interlocutor do segmento, um conceito que tem fundamentos para a reflexão de como podemos aprimorar a relação com os animais que amamos tanto. Os espaços da Horse, como sempre, estarão abertos a todo tipo de interpretações que contribuam para o debate.

Ademais, trazemos nesta edição muitos outros assuntos de interesse da comunidade equestre, em toda a sua diversidade. Novas tendência da equoterapia, uma entrevista exclusiva com o novo técnico do Time Brasil de Salto, o suíço Philippe Guerdat, e até mesmo a importância dos fios de bigode dos equinos, um tema, aliás, que tem a ver com Inteligência Biológica também.

 

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