01-Mar-2018 10:20 - Atualizado em 12/03/2018 10:31
Superação

Após acidente, Cesinha conduz Restlles ao pódio

Cavalo foi um dos dois sobreviventes em tragédia do traslado de Mina a São Paulo no ano passado

 

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Salto
A temporada 2018 do hipismo começou em alto estilo, com muita emoção dentro e fora das pistas. Na 1ª Etapa do 30º Torneio de Verão, realizado dia 25 de fevereiro na Sociedade Hípica Santo Amaro, o medalhista pan-americano Cesar Almeida conduziu ao primeiro lugar do pódio HFB Restless, um Brasileiro de Hipismo de 12 anos, que em outubro de 2017 sofreu um grave acidente a caminho da Bahia e foi um dos dois sobreviventes entre cinco cavalos. Cesinha e Restless (foto ao lado) venceram o GP/Clássico, a 1.45 metro disputado em duas voltas, dia 25 de fevereiro, com o único duplo zero da competição, em 53s19.

Dos 25 conjuntos na disputa, os 12 melhores - entre os quais cinco sem faltas - habilitaram-se ao segundo percurso. Quem também chegou muito perto da vitória foi o jovem talento Thales Marino, de apenas 16 anos, que montando a experiente Princess Emily, de 15 anos, fechou a 2ª volta no melhor tempo 50s85, com uma falta, conquistando o vice-campeonato. De quebra, Thales também foi 5º colocado montando Celena DML, com uma falta no último obstáculo do 2º percurso, em 54s45.

O 3º lugar foi novamente para Cesinha, dessa feita, apresentando Cassino Royale, que venceu duas provas as duas primeiras 1.40 metro no Torneio de Verão, com uma falta na 1ª volta e pista limpa na 2ª, em 51s14. O 4º posto ficou com Fernando Schilis apresentando Pomerol TW, uma falta na 2ª volta, 54s28. Gabriel Fragnan Villela com Lexington Método fechou o pódio na 6ª colocação, uma falta, 59s88.

Superação

A parceria de Cesinha e Restless, um filho de Ritual JMen em Silviio I, vem de longa data. "Ele é meu desde os 6 anos e agora está com 12 e foi um dos dois cavalos do projeto olímpico rumo a Rio 2016. O Landpeter foi para Europa e integrou o Time Brasil nos Jogos Olímpicos com Stephan Barcha e o Restless para os EUA. Mas como eu sempre a cada 15 anos voltava ao Brasil, acho que por isso acabamos não conquistando o índice olímpico", conta Cesinha, 57, medalha de ouro por equipes no Pan Rio 2007, bronze por equipes no Pan 2003, bicampeão brasileiro Senior Top 2007/2011, vice campeão brasileiro Senior Top 2016, tetracampeão do GP Internacional The Best Jump, entre inúmeras outras conquistas.

"Na volta ao Brasil, devido a um problema de documentação,o ele ficou quatro meses em quarentena, perdeu toda massa muscular e tivemos que fazer um trabalho de recuperação no início de 2017. Deu certo e ele ficou zerado. Em outubro viajamos para o Concurso Sítio Chuin, quando aconteceu o acidente", lembra o cavaleiro, que também revelou detalhes do resgate de seu cavalo após o acidente. "Quando o caminhão virou, ele foi jogado para fora do baú e correu para uma mata. De lá, escapou, estourou uma cerca de arame farpado (ficou cortado) e saiu para estrada, onde foi parar em um posto de gasolina. Um bombeiro achou e laçou-o. De lá pegaram uma carretinha de estrada e o levaram para um parque de exposição a 50 km dali. Após a notícia correr, os nossos veterinários encontraram-no lá e um cercado para vacas."

Os projetos para competições internacionais com Restless seguem em alta. "Hoje ele retornou às pistas e não estava realmente pronto para correr. Fui para buscar o zero e botar ele em forma, pois na verdade já não saltava há cinco meses. Esse duplo zero me deixou feliz da vida. Ele é o meu primeiro cavalo e quero disputar e fazer o meu papel nas principais provas do circuito Senior Top (rendimento máximo) no Brasil. Tenho certeza que ele entrará em forma para brigar pelos pódios e ficar à disposição para as equipes do Brasil", finaliza o campeão.

Assessoria de Imprensa/Revista Horse
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