04-Jan-2021 10:50 - Atualizado em 04/01/2021 11:48
Desafio

ÀS MARGENS DO VELHO CHICO

Expedição em éguas Mangalarga já percorreu dois mil quilômetros na jornada rumo à foz do Rio São Franscisco

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Reportagem publicada na edição 128 da Revista HorseReprodução
A Expedição Velho Chico chegou, no dia 2 de dezembro, ao município baiano de Paratinga, na região de Bom Jesus da Lapa. Com dois mil quilômetros já percorridos, a comitiva mangalarguista chegou à metade de sua viagem, que irá percorrer toda a bacia hidrográfica do rio São Francisco, perfazendo um trajeto total de quatro mil quilômetros por seis estados brasileiros, ao longo de cinco meses de cavalgada.

Organizada pela Gironda Promoções, a expedição conta com o apoio da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM) e da Associação Internacional de Cavaleiros de Longa Distância (The Long Riders' Guild), sendo liderada pelos experientes cavaleiros Sebastião Malheiro Neto, de 59 anos, e Pedro Luiz Aguiar, o Pedroca, que completará 88 anos no próximo dia 14 de fevereiro, data prevista para a conclusão da jornada, com a chegada da expedição à foz do rio São Francisco.

A comitiva conta ainda com cinco éguas, cedidas por tradicionais criadores da raça Mangalarga: Olinda do Vassoural (Beatriz Biagi Becker), Jaguatirica da Bica (João Pacheco Galvão de França), Ifigênia RBV (Luis Augusto Opice), Bonita MAB (Sebastião Malheiro Neto) e Quimera de Dourado SM (Sebastião Malheiro Neto). Dessa maneira, os cavaleiros têm duas montarias cada para revezar-se durante o percurso e ainda sobra um animal para a participação eventual de amigos e convidados por alguns trechos da cavalgada.

Malheiro mostra-se muito satisfeito com o andamento da expedição. “Como cavaleiro, eu não poderia estar mais feliz, pois temos conhecido lugares maravilhosos, mantendo sempre uma sinergia muito grande com nossos animais, que vem apresentando um desempenho muito bom ao longo da viagem. Além disso, está tudo a contento, com a cavalgada acontecendo dentro do cronograma que havíamos previsto.”

O projeto possui uma série de importantes metas. A primeira delas é colocar as atividades hípicas em evidência, mostrando a relevância do segmento equestre para o agronegócio nacional, afinal o setor é responsável por movimentar uma cifra anual superior a R$ 16 bilhões, gerando mais de seiscentos mil empregos diretos, segundo dados da Câmara Setorial da Equideocultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A expedição pretende ainda popularizar as cavalgadas e raids equestres entre a população brasileira, mostrando como essas são atividades acessíveis a pessoas de diferentes faixas etárias e distintos graus de habilidade. A iniciativa, além disso, tem a intenção de colocar em evidência as qualidades do cavalo Mangalarga, equino de origem brasileira que apresenta grande aptidão para as cavalgadas de longa duração, graças à sua rusticidade, resistência campeira e, em especial, à sua marcha progressiva, cômoda e equilibrada.

Os objetivos do projeto, entretanto, não param por aí, se estendendo também ao campo científico. Afinal, a expedição tem o apoio e a participação de veterinários, zootecnistas e outros profissionais, que são responsáveis por coletar dados de pesquisa para análise e posterior publicação de trabalho científico, abordando a fisiologia do exercício dos animais ao longo da cavalgada.

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Revista Horse 128
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Por Pedro Rebouças/ Fotos: Gironda Produções
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