26-Mai-2020 09:35 - Atualizado em 27/05/2020 08:54
Horse Debates Equestres

Associações de raça sugerem criação de entidade "agregadora" do segmento

Proposta foi apresentada durante a segunda rodada da série "Horse Debates Equestres", com a participação dos presidentes do Mangalarga, Árabe e BH. Confira!

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A segunda rodada da série "Horse Debates Equestres", realizada na noite desta segunda-feira (25/5) reforçou a ideia de haver uma maior aproximação e articulação das associações de raças de cavalos no Brasil como forma de enfrentar antigos problemas do setor. O assunto já havia sido comentado no primeiro debate, com a participação dos presidentes do Quarto de Milha, Mangalarga Marchador e Crioulo, e voltou a ser cogitado no encontro que reuniu os dirigentes das raças do Mangalarga, Árabe e Brasileiro de Hipismo (BH). Desta vez, a proposta sugerida inclui a formação de uma entidade "guarda-chuva", que agregaria todas as associações na representatividade do segmento.

A proposta de formação de uma entidade "agregadora" foi apresentada pelo presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM), Luis Ópice, respondendo à questão do professor Roberto Arruda de Souza Lima, idealizador do "Estudo do Complexo do Agronegócio Cavalo", que defende ações conjuntas em três pontos considerados básicos: Bem-estar animal, sanidade animal e Marketing (imagem do segmento do cavalo como umt todo). Para Ópice, essa seria a melhor forma de resolver questões antigas, como um melhor alinhamento nas questões sanitárias, principalmente com relação aos ajustes necessários das barreiras alfandegárias impostas pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), segurança na condução das regras de bem-estar animal, entre outros. “Não temos uma associação brasileira de raças equinas. É uma lacuna que, enquanto essa associação não for criada, qualquer outra tentativa, como a sugerida pelo presidente Caco Auricchio da Associação Quarto de Milha não se sustenta”, afirmou, referindo-se a uma colocação do presidente da ABQM, Caco Auricchio, no debate anterior, na qual defende o que chamou de uma liderança mais "horizontal", juntamente com outras entidades do agronegócio, como Sociedade Rural Brasileira (SRB) e o Instituto Pensar Agro (IPA. (Veja o debate anterior AQUI) 

Segundo Ópice, não só a questão das normas sanitárias, mas também o Mormo, o ICMS cobrado da equideocultura pago em operações interestaduais. “Acho que está na hora de mostrar ao governo muito mais demandas, apresentar muito mais pontos que possibilitem um crescimento como um todo. Depois que terminar essa pandemia, vamos marcar um jantar, convidar todos os presidentes de associações e vamos discutir”, concluiu.

"Acho que está na hora de mostrar ao governo muito mais demandas, apresentar muito mais pontos que possibilitem um crescimento como um todo" - Luis Ópice, presidente da ABCCRM

A proposta de união, que já havia sido um dos temas principais do primeiro debate, também foi compartilhada pelos presidentes da ABCCA e ABCCBH, Rodrigo Fortes e Luiz Flores, respectivamente. “O nosso setor é muito grande, muito forte, mas é bastante desunido entre as associações. Creio que não precisamos esperar a pandemia terminar, a gente pode realizar uma boa reunião on-line e começar a debater assuntos de comum interesse das associações, do cavalo no Brasil”, pontuou Forte.

Já Luiz Flores, presidente do BH,  ressaltou a importância da iniciativa do jornalista Marcelo Mastrobuono da Revista Horse com a realização da série de debates. “Abriu os olhos da maior parte dos presidentes de associações. A gente não está se unindo, não está mostrando a nossa força. Tem que se unir e lutar por questões de interesse comum, como a exportação de cavalos. A gente tem que ter uma liderança”, afirmou.

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