07-Ago-2021 10:07 - Atualizado em 07/08/2021 12:11
Horse Tokyo 2020

Brasil termina em 6º. Suécia fica com Ouro, EUA com Prata, e Bélgica, Bronze

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Brasil termina em 6º. Suécia fica com Ouro,  EUA com Prata,  e Bélgica,  Bronze
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Não faltou empenho e dedicação, mas ainda não foi dessa vez que o Time Brasil de Salto quebrou o jejum de 20 anos sem  pódios em Olimpíadas. Fechou sua participação na Tóquio 2020 com a 6ª posição, na final por equipes realizada neste sábado (7/8), no Equestrian Park Baji Koen, em Tóquio. Depois de uma final emocionante no desempate, o Ouro ficou com a Suécia, a Prata com o EUA, e o Bronze com a Bélgica.

O percurso, considerado extremamente técnico, dificultou e muito a vida de cavalos e cavaleiros. O resultado disso foi um grande número de faltas cometidas pelos 30 conjuntos, representando 10 países,  que disputaram a prova final. Com 8 penalidades (29 pontos), o Brasil ainda acabou em uma colocação melhor em razão da eliminação/desistência de conjuntos de outros países, como França (2 pontos) e Alemanha (12 pp) e Grã-Bretanha (24). Só não teve mais penalização do que a Argentina, que ficou em 7º lugar, com 49 pontos perdidos.

Seguindo as nova regras, as 10 melhores equipes classificadas foram para a final com seus três conjuntos e sem poder sofrer nenhuma eliminação ou perder um de seus conjuntos, que antes podiam entrar na condição de "descarte".  A França foi a primeira a sentir o gosto amargo de perder a liderança e cair para às últimas posições (8ª), depois que Vancouver de Lanlore, cavalo da amazona Penelope Leprevost, refugou em um dos obstáculos, causando sua eliminação. A regra também fez a Alemanha e a Grã-Bretanha ficarem em 9º e 10º, respectivamente. Daniel Deusser/Killer Queen trombou em um dos obstáculos e desistiu de continuar. O britânico Ben Maher também resolveu nem entrar em pista, depois que sua equipe fez 40 pontos e praticamente aniquilou as chances de brigar por medalha.

Quem foi bem do começo ao fim foi a Suécia, com performances de gala do seu trio de cavaleiros e, em especial, de Peder Fredricson/All iI. Na volta de desempate na disputa pela medalha de Ouro com os EUA, já que ambos tinham empatado com oito pontos, fez uma volta excepcional com a marca de 39.01, que deu a Suécia uma superioridade de 1.30 sobre a equipe do EUA. A curiosidade é que tanto All In quanto King Edward, do também sueco Henrik von Eckermann, fizeram a olimpíada toda sem ferro (ferraduras), trazendo à tona uma discussão que deve ganhar cada vez mais espaço no meio hípico. 

No Brasil

No Time Brasil, o destaque ficou por conta do conjunto Yuri Mansur/Alfons Santo Antonio, que fez uma grande apresentação, concluindo o percurso com apenas uma penalidade (4 pontos). Logo após a prova, Mansur falou à Horse confiando na melhora de posição na classificação. “Com Santiago Varella não tem nada perdido, ele é um tipo de armador que de zero a doze é tudo emendado, ele mexe com o ponto cego. Meu cavalo saltou espetacular nessa primeira Olimpíada, estou muito contente. Vamos torcer agora”, disse.

Marlon Zanotelli/Edgar fez um ótimo tempo 79s62, mas ocorreram três faltas (12 pontos). Zanotelli falou à Horse sobre as dificuldades da pista, que classifica como muito técnica e que as faltas cometidas foram por sua culpa e não do cavalo. “O Edgar saltou muito bem novamente, mas as faltas aconteceram, não esperava. Com esse formato novo vão acontecer muitas faltas, o percurso está bem delicado, muitos cavalos cansados, a temperatura está bem quente, estão sentindo. Acho que isso aí vai fazer a diferença, vão acontecer muitas penalidades, mas vamos torcer”, disse.
Último conjunto a se apresentar Pedro Veniss/Quabri de L´Isle cometeu 3 penalidades (13 pontos). À Horse, o cavaleiro reconheceu a performance abaixo da média e fez questão de frisar que ficou descontente com a maneira que montou. “Queria ter montado melhor, mas infelizmente não deu. Mais uma vez ficamos entre os melhores, acho que é muito importante pra gente isso. Sabemos a dificuldade que é, estar na Europa, a gente não tem o apoio que os outros competidores têm, então mais uma vez ficar entre os melhores me deixa orgulhoso do Brasil. Agora temos que trabalhar mais para superar esse detalhe de chegar ao pódio”, afirmou.

Sobre as faltas cometidas, Veniss destacou que talvez tenha chegado um pouco devagar no duplo, que no triplo já esperava que poderia acontecer. Na outra penalidade disse que talvez tenha forçado a perna demais. “O cavalo estava um pouco cansado, mas eu não montei bem o suficiente para ajudá-lo. A gente fica triste, mas agradecer o Quabri mais uma vez, é o cavalo da minha vida. Representar o Brasil em dois Pan, duas Olimpíadas e dois mundiais. Com certeza é o melhor amigo que já tive em toda a minha vida, que mais uma vez me deu essa oportunidade de estar aqui”, falou emocionado Pedro Veniss, que anunciou também que esta foi a última competição da qual Quabri participa. “é um cavalo que vai ficar para sempre no meu coração.

Revista Horse
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