24-Nov-2021 12:21 - Atualizado em 25/11/2021 16:21
Eleição CBH

CBH confirma duas chapas com novos candidatos a presidente

Fernando Sperb (Fêfo), à esquerda, passa a encabeçar a chapa "Hipismo Forte e Ativo", que disputará contra Claudio Gastão (à direita), da "Hipismo pelo Brasil

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A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) confirmou, no início da noite de ontem (23/11), a inscrição de apenas duas chapas para a eleição marcada para o dia 23 de dezembro. A chapa “Hipismo Forte e Ativo” está composta por Fernando Sperb (Fêfo) como presidente, e Bárbara Laffranchi como vice, invertendo a composição que disputou o pleito anulado pela Justiça do dia 29 de janeiro. Eles disputarão com a nova chapa “Hipismo pelo Brasil”, composta por Claudio Gastão da Rosa Filho, presidente da Federação Catarinense de Hipismo (FCH), e Josenilton Oliveira Santos Neves, presidente da Federação Hípica da Bahia (FHB ). 

A nova eleição da CBH, que elegerá presidente e vice para a gestão de 2021/2024, foi marcada depois de quase um ano de contestações na Justiça, que por fim determinou a anulação do pleito realizado em 29 de janeiro e destituiu a diretoria eleita à época. Com isso, todo o processo está sendo refeito desde o início, com a formação de uma nova Comissão Eleitoral, formada por nomes indicados pelos dois grupos concorrentes.

Veja, a seguir, as entrevistas da reportagem da Revista Horse com os dois candidatos, com perguntas encaminhadas a ambos por e-mail, e publicadas na ordem de chegada das respostas. 

CLAUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO, candidato a presidente da "Hipismo pelo Brasil"

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Claudio Gastão da Rosa Filho é advogado e atual presidente da Federação Catarinense de Hipismo (FCH)
Por que resolveu ser candidato à presidência da CBH?
Resolvi ser candidato a presidente da CBH porque acreditei num projeto que trata o Hipismo de forma ampla no Brasil, sem se voltar apenas para os grandes centros já naturalmente mais desenvolvidos

Qual o seu projeto de gestão?
O projeto de gestão que temos é bem amplo, mas posso tentar resumi-lo em: investimento na base, para formação dos atletas do futuro; respeito às categorias que sustentam o esporte, seja amadores e/ou profissionais; e manutenção da meritocracia e impessoalidade nas escolhas das equipes nacionais em todas as categorias.

Planeja dar continuidade às ações implantadas pela diretoria anterior, ou que tipo de mudança planeja?
Todas as iniciativas que julgamos importantes e que estão dando certo, com certeza, serão mantidas. Um exemplo é o "Curso de Certificação de Instrutores", promovido pela atual Diretoria de Base e Fomento da CBH, que será certamente mantida.

Seu nome era apontado como um dos apoiadores do grupo encabeçado por Bárbara Laffranchi, por que resolveu lançar candidatura própria?
Percebemos que houve uma mudança no rumo do grupo que era formado em torno da Bárbara, alijando principalmente algumas Federações fora do eixo Paraná - São Paulo. Entendemos que isso prejudicava os interesses gerais das demais Federações e entidades equestres no Brasil. Tanto é assim que até alteração na formatação da outra Chapa se confirmou. Nosso compromisso sempre foi e sempre será com o Esporte. Por isso, eu e o Oliveira (candidato a vice) resolvemos, junto com um grupo muito unido, lançar nossa candidatura.

Quais os apoios que espera receber?
Um apoio bastante forte e diverso, vindo de todas as comunidades equestres que pensam o Hipismo de forma séria e descentralizada.

Como vê esse imbróglio que tomou conta dessa disputa pelo comando da Confederação?
É normal a divergência de opiniões, contudo, assim que passar a eleição, todos têm que esquecer essas diferenças e olhar para frente e para o bem do esporte.

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FERNANDO SPERB (FÊFO), candidato a presidente da "Hipismo Forte e Ativo"

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Fernando Sperb (Fêfo) é advogado e ex-presidente da Federação Paranaense de Hipismo (FPrH)
Por que a troca de posições entre você, agora candidato a presidente, e Bárbara, a vice?
Foi uma consequência natural, decorrente de todo esse imbróglio jurídico. Como desde o princípio estabelecemos uma gestão colegiada, as nossas funções continuarão as mesmas de antes, quando ela entraria como presidente. A chapa é a mesma!

Você manterá as mesmas propostas que a Bárbara estava apresentando como cabeça de chapa? Ou o que muda?
Sim! As propostas são as mesmas e os ideais não mudaram ou mudarão. Apenas acrescentamos algumas coisas em nosso projeto, que entendemos necessárias como: a realização dos rankings dos amadores, cavalos novos 7 e 8 anos e da juventude, junto com o circuito sênior top, agregando valor aos torneios e prestigiando mais categorias. Também observamos ainda mais a necessidade de fortalecimento regional, para posteriormente a CBH juntar os atletas das diversas regiões em um grande evento por ela promovido.

Como vê a nova composição da chapa adversária?
É notadamente uma formação política, visando ampliar os votos. Nós preferimos manter hígida a nossa estrutura, baseada em ideais voltados exclusivamente ao esporte e ao fomento do hipismo em todo o Brasil, sem restrição.

O Claudio Gastão, da FCH, era considerado um dos apoiadores do seu grupo. Por que saiu?
Difícil eu afirmar, mas talvez por pretensões pessoais. O fato é que três dias antes de mudar de lado e decidir se lançar candidato à presidência da CBH, ele afirmou estar conosco, até porque havia sido recém reeleito presidente da FCH.

Com essas mudanças, como ficou a chapa Hipismo Forte e Ativo com relação aos outros apoios divulgados anteriormente?
Todos os outros apoiadores estão muito firmes conosco! 

A Bárbara desde que se lançou candidata afirmou que tinha maioria absoluta, mas o que estamos vendo é o hipismo bem divido. Como vê isso e como espera contornar essa divisão caso seja eleito?
A maioria esmagadora da comunidade hípica, de todo o Brasil, nos apoia e trabalharemos firmes para honrar esse apoio em âmbito nacional. Com esse apoio incondicional da comunidade, aliada à efetiva realização dos projetos que traçamos, naturalmente haverá uma harmonia no colégio eleitoral, em prol do nosso esporte.

Mais alguma coisa que gostaria de comentar?
Embora tenha sido cansativo todo esse processo para que a democracia fosse restaurada e ainda que tenhamos perdido um ano para resolver judicialmente o problema eleitoral causado, gerando a perda de um ano de trabalho exclusivo para o esporte, estamos animados para implantar o quanto antes o projeto que temos para o hipismo brasileiro, decorrente de 40 anos de experiência no esporte e pouco mais de 20 anos à frente da gestão do hipismo em diversas entidades.

 

Revista Horse
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