06-Jul-2021 10:37 - Atualizado em 06/07/2021 10:51
Tokyo 2020 - Salto

Conheça as novas regras do hipismo

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Falta pouco mais de um mês para os Jogos Olímpicos de Tóquio e menos ainda para a Comissão Técnica (CT) brasileira, composta por Rodrigo Sarmento, Pedro Paulo Lacerda, Philippe Guerdat (técnico) e o assessor Nelson Pessoa Filho, definir o Time Brasil de Salto que, desta vez, será composto por três conjuntos titulares e um reserva. O Comitê Olímpico Brasileiro definiu no dia 5 de julho para informar ao Comitê Organizador dos Jogos a equipe de Salto que participará da competição. Após esta data só poderá haver troca em caso de problemas de saúde e/ou veterinário.

Baseado neste prazo citado acima, o técnico estabeleceu um cronograma ao longo dos últimos meses com o objetivo de observar em concursos de salto internacional vários conjuntos que estão qualificados para integrar a equipe, com destaque para os três Concursos de Salto Internacional Oficial Cinco Estrelas (Roma/Itália, St Gallen/Suíça e La Baule/França) nos quais o Brasil participou das respectivas Copas das Nações com equipes diferentes. A missão de escolher quais serão nossos representantes em Tóquio não será fácil, diante da qualidade dos que estão participando da seletiva. Além disso, tivemos problemas de ordem veterinária que podem ter alterado os planos do técnico, mas isso não será problema, pois temos conjuntos capacitados e uma CT altamente competente para escolher o melhor time que lutará por medalhas nesta Olimpíada.

Mudanças

As novas regras para a modalidade Salto em Jogos Olímpicos têm três mudanças significativas, que poderão, dependendo da estratégia adotada pelo técnico, definir a conquista de medalhas. São elas: as equipes terão três conjuntos cada, não haverá descarte do pior resultado e poderá haver duas trocas de conjuntos na disputa por Equipes (uma antes da qualificativa e a outra antes da final).

Em Tóquio haverá quatro dias de competição para definir os medalhistas: nos dois primeiros acontecerá a disputa pelas medalhas no Individual, uma novidade em relação às olimpíadas anteriores, quando primeiro se definia as disputas por equipe. Nos dois últimos dias, daí sim as Equipes. Vale lembrar que entre as duas disputas haverá um dia de descanso.  

No primeiro dia de competição haverá a Qualificativa Individual, na qual participarão 75 conjuntos (60 das 20 nações já qualificadas, três por cada; e 15 que só competirão no Individual, um por nação não qualificada baseado no ranking de cavaleiros da FEI). Será uma prova sem cronômetro, com a classificação sendo estabelecida pelo número de penalidades. Em caso de empate para o último (30º) que se qualificará para a Final Individual, prevalecerá o de melhor tempo no percurso.

No segundo dia haverá a Final Individual, com os 30 melhores classificados da Qualificativa Individual, na qual todos começarão “zerados”. Será uma prova ao cronômetro, com desempate para o primeiro lugar, em caso de igualdade no número de penalidades; os outros serão classificados de acordo com as penalidades e, em caso de empate, pelo tempo no percurso. Dessa forma, serão definidas as medalhas de Ouro, Prata e Bronze do Individual.

No terceiro dia de competição, após o dia de folga, haverá a Qualificativa por Equipes, na qual participarão 60 conjuntos, três por cada nação já qualificada. Os técnicos poderão fazer a primeira troca nas equipes, utilizando o reserva, desde que seja informada até duas horas antes do início da qualificativa. Será uma prova sem cronômetro, com a classificação sendo estabelecida pelo somatório das penalidades dos três conjuntos de cada equipe, sem descarte do pior resultado. No caso da equipe ter um conjunto eliminado, ela será classificada atrás da última que terminou os seus três conjuntos. No caso de dois eliminados, a equipe será também eliminada.

No quarto dia haverá a Final por Equipes, com as 10 melhores classificadas na Qualificativa por Equipes, totalizando 30 conjuntos, na qual todas começarão “zeradas”. Os técnicos poderão fazer uma segunda troca, desde que informada até duas horas após o término da qualificativa. Será uma prova sem cronômetro, com um desempate para o primeiro lugar no caso de igualdade no somatório das penalidades das equipes. As outras equipes serão classificadas de acordo com o somatório das penalidades e, em caso de empate, prevalecerá a que obtiver o menor somatório dos tempos dos conjuntos dentre as equipes empatadas. A regra da eliminação é a mesma da Qualificativa por Equipes. Do desempate participarão os três integrantes das equipes na ordem do percurso inicial e a classificação será obtida pelo somatório das penalidades e, em caso de empate, pelo somatório dos tempos dos três conjuntos das empatadas. Dessa forma serão definidas as medalhas de Ouro, Prata e Bronze da disputa por Equipes.

Com essas novas regras será importante que cada cavaleiro escolhido para compor o Time Brasil de Salto utilize toda sua experiência adquirida ao longo dos anos no esporte para ter a tranquilidade e a frieza necessárias para disputar uma competição por Equipes, sem o descarte do pior resultado. Além disso, o espírito de equipe aliado às avalições veterinárias e ao conhecimento e estratégia do técnico na utilização do conjunto considerado reserva serão fundamentais e decisivos para um bom resultado e quiçá para a conquista de medalhas.

Sendo assim, como “Capitão” do Time Movimento Verde Amarelo (MVA) Hipismo desejo muito sucesso ao Time Brasil de Salto composto pela CT, cavaleiros, cavalos, veterinário, tratadores e equipe de apoio. Que todos saibam que o Movimento Verde Amarelo estará de longe torcendo, “cruzando os dedos”, rezando e transmitindo energia positiva para que nossa equipe nos represente da melhor forma possível na “Terra do sol nascente”. Que venham as medalhas! Acreditem sempre! Estamos juntos Time Brasil de Salto!

 

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Revista Horse/ Cel. Paulo Franco
Cel. Paulo Franco

Cel. Paulo Franco

é torcedor, apaixonado pelo hipismo e “Capitão” do Time MVA Hipismo Brasil

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