02-Jul-2020 16:52 - Atualizado em 02/07/2020 18:30
Salto- Internracional

Conjunto nacional voa em Tryon (EUA)

Os brasileiros Eduardo Menezes e Magnólia Mystic Rose faturam prova a 1.50m no GP 3* e já somam cinco percursos sem faltas

horse, 2020, banners,
Horse

Conjunto nacional voa em Tryon (EUA)
1/6
Conjunto nacional voa em Tryon (EUA)
2/6
Conjunto nacional voa em Tryon (EUA)
3/6
Conjunto nacional voa em Tryon (EUA)
4/6
Conjunto nacional voa em Tryon (EUA)
5/6
Conjunto nacional voa em Tryon (EUA)
6/6
O conjunto 100% nacional, formado pelo cavaleiro Eduardo Menezes e a égua Magnólia Mystic Rose, está voando nas pistas de Tryon, na Carolina do Norte (EUA). Na prova realizada nesta quinta-feira, 2/7, fecharam mais um percurso de 1.50 metro com pista limpa, com o tempo de 35s115, e faturam a vitória no Concurso de Internacional 3* no Tryon International Equestrian Center, que distribuiu U$ 37 mil em premiação. Na prova desta quinta, as 2ª e 3ª colocações ficaram com as tops norte-americanas Jenni McCallister, com Escaada VS, e Bezzie Madden, montando Chic Hn D Hyrencourt, que zeraram em 6s743 e 38s674, respectivamente. Também pelas cores do Brasil, Eduardo com H5 Elvaro, e Luiz Francisco de Azevedo, o Chiquinho, com My Way, fecharam a 1ª volta com apenas um derrube.

Ao todo, Eduardo e Magnólia já fizeram cinco percursos sem faltas em Tryon: dois na semana passada, um na quarta-feira, 1/7, e mais duas pistas sem derrube na  vitória desta quinta-feira. Na prova de quarta-feira, a 1.45m, Eduardo chegou em 2º lugar, montando com Enebell, uma de suas outras montarias. O principal desafio dos brasileiros na competição em Tryon nesta semana é o GP, a 1.50m, dotado em U$ 137 mil, que ocorre no sábado, 4/7, principal disputa do evento, realizado no mesmo local sede dos Jogos Equestres Mundiais 2018. As três semanas da retomada de concursos em Tryon vêm acontecendo sem a presença de público, priorizando o isolamento social devido a pandemia da Covid-19.

Depois da temporada em Tryon, Magnólia Mystic Rose deve embarcar para a Europa, onde disputará a temporada de concursos observatórios para formação do Time Brasil de Salto nos Jogos Olímpicos de Tóquio, postergados para o ano que vem. 

Para Nilson Leite, titular do Haras Mystica, os bons desempenhos de Magnólia comprovam a boa qualidade da criação e o potencial brasileiro para formar animais de alta performance. Isso já havia ficado evidente no Pan-americano de 2019, realizado em Lima, Peru. Na ocasião, Magnólia Mystica Rose, então conduzida por Juan Andres Rodriguez Silva, da Guatemala, e Zambia Mystic Rose, montada pela equatoriano Diego Javier Vivero Viteri, ficaram entre os 20 melhores conjuntos da competição. "É um orgulho ver os produtos de criação nacional em pistas internacionais. As éguas formadas no Brasil eram as únicas da raça BH nos Jogos", lembra.

Leite destaca que as medalhas são um capital social que podem trazer benefícios para o país. "Acho que a participação das minhas éguas em Lima (embora saltando por outros países) inspira outros proprietários e criadores a investir em cavaleiros. Estamos felizes com a retomada dos concursos hípicos. Quero fazer um bom planejamento com meus cavalos e torcer por uma seletiva disputada que selecione os melhores conjuntos rumo aos Jogos Olímpicos e a raça Brasileiro de Hipismo está no jogo", garante Nilson. Na Europa, Nilson também conta com Zambia Mystic Rose, que desde o início de 2020 passou a ser montada pelo cavaleiro pan-americano Felipe Amaral. Ao todo cerca de 20 conjuntos (cavalo x cavaleiro) estão na corrida por uma vaga na Olimpíada de Tóquio.

Assessoria CBH

Deixe seu Recado