26-Jul-2018 16:37 - Atualizado em 14/08/2018 20:04
WEG 2018

Crioulo fica fora do Time Brasil de Rédeas do WEG

F5 Licurgo Tapajós (foto), classificado nas seletivas nacionais, ficará na reserva e vai correr apenas nas disputas individuais. Veja como ficou a equipe do Brasil

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A expectativa de ter um cavalo Crioulo brasileiro integrando pela terceira vez consecutiva o Time Brasil de Rédeas no FEI Worl Equestrian Games (WEG) está descartada. A Associação Nacional de Cavalos de Rédeas (ANCR), responsável pela seletivas juntamente com a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), definiu que F5 Licurgo Tapajós, classificado nas três seletivas brasileiras na sela de Roberto Jou (foto ao lado), correrá apenas nas disputas individuais e ficará na reserva do Time Brasil. Classificado em território nacional, Marcelo Almeida, com Mahogany Whiz, será o único a compor a equipe, juntamente com três brasileiros residentes nos EUA: Franco Bertolani, Thiago Boechat e João Felipe Lacerda.

Os Jogos Equestres Mundiais deste ano serão realizados entre os dias 10 e 23 de setembro, em Tryon, na Carolina do Norte (EUA). Além da modalidade de Rédeas, o Brasil terá representantes em outras modalidades: Salto, Adestramento, Concurso Completo de Equitação (CCE), Volteio, Enduro, Paraequestre, ficando de fora apenas da Atrelagem  

A não inclusão de Licurgo no Time Brasil de Rédeas pegou de surpresa a comunidade crioulista, que dava como certa a participação de um representante da raça pela terceira vez consecutiva em uma equipe brasileira de Rédeas no FEI World Equestrian Games, conhecida como a Copa do Mundo dos Cavalos. Em 2010, em Kentucky, nos EUA, Sj Rodopio foi o melhor colocado entre os conjuntos brasileiros, ficando com o 14º lugar na classificação geral. Em 2014, na Normandia (FRA), o mesmo Rodopio conseguiu se classificar para integrar o Time Brasil, mas acabou sendo desclassificado instantes antes de entrar em pista em Caen, na Normandia, em razão do descumprimento de uma regra da prova.

Neste ano, a regra da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) estabeleceu que a classificação para formação da equipe seria dividida em duas partes: uma no Brasil, outra nos EUA, cada uma selecionando três cavaleiros. Caberia a Comissão do Jogos Equestres,  formada pelo chefe da equipe Brasileira, técnico da equipe, diretor da CBH e Diretoria da ANCR, definir quem seriam os titulares e reservas.

No decorrer das seletivas, no entanto, uma mudança da FEI definiu que seriam apenas cinco conjuntos: quatro por equipe (que também competem no individual), e um apenas individual. Com isso, no Brasil ficou estabelecido que apenas dois conjuntos seriam selecionados dos que atuam em território nacional, e três dos que disputaram as seletivas nos EUA. Entre eles, a Comissão definiu que apenas um dos cavaleiros selecionados no Brasil estaria no time titular. 

A reportagem da Revista Horse tentou contato várias vezes com o presidente da ANCR, Francisco Moura, um dos integrantes da Comissão de Rédeas dos jogos equestres, para saber quais foram os critérios da seleção do time titular, mas não teve retorno.

Repercussão

A proprietária de F5 Licurgo Tapajós, Gilvane Marca dos Santos, que fez um grande investimento na preparação do cavalo, encarou com naturalidade a decisão. "Foi uma decisão da CBH , não tenho muito a te falar sobre isso. Acredito que eles fizeram o melhor do que eles achavam. Mas estou feliz por estar representando o Brasil!", diz ela. "Estaremos representando o Brasil! mesmo sendo no Individual, e somos reserva do time. Se acontecer de algum cavaleiro ou cavalo ter algum imprevisto, nós substituímos", concluí.

A diretoria da Associação Brasileira dos Cavalos Crioulos (ABCCC), no entanto, gostaria de ver Licurgo na equipe titular, dada a campanha que realizou. "Lamento e não concordo com essa decisão. A ABCCC vem realizando um trabalho há anos para comprovar o potencial da raça para a modalidade e os próprios resultados demonstram isso", afirma Eduardo Suñe, presidente da ABCCC.

Para o vice-presidente Onécio Prado, a ANCR perdeu uma ótima oportunidade de divulgar seu trabalho nas Rédeas no Brasil, independente da raça, levando para o Mundial duas raças de equinos de grande potencial técnico e com capacidade de competir em qualquer País em altíssimo Nível.. "Optaram por quatro cavalos Quarto de Milha, descartando ter um excelente cavalo crioulo que, com certeza, despertaria curiosidade e interesse do mundo todo", destacou, proprietário de SJ Ropodio, o crioulo que fez as campanhas de 2010 e 2014 na equipe brasileira de Rédeas do  WEG .

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