16-Ago-2019 18:51 - Atualizado em 17/08/2019 12:34
ESPECIAL PAN 2019

Éguas BH dão salto olímpico

Magnólia e Zâmbia Mystic Rose (foto), criação do Rosa Mystica, ficam entre as Top 20 do Pan de Lima e estão qualificadas para a Olimpíada de Tóquio 2020

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PAN DE LIMA 2019
As conquistas do hipismo brasileiro no Pan de Lima 2019 não ficaram restritas às medalhas das equipes e atletas nacionais. As éguas da raça Brasileiro de Hipismo (BH), Zâmbia e Magnólia Mystic Rose, criação do Haras Rosa Mystica, de Salto de Pirapora, no interior de São Paulo, fizeram história do começo ao fim das competições. Chegaram com o ineditismo de dois produtos nacionais de um mesmo criatório defenderem outras nações em um Pan, foram classificadas para a grande final, e saíram entre as Top 20 do Pan, qualificadas para a Olimpíada de Tóquio 2020.   

Magnólia Mystic Rose terminou a campanha no Pan de Lima em 16ª, enquanto que Zâmbia ficou na 20º colocação, entre 32 conjuntos que entraram para a disputa da final Individual, o que garantiu a ambas a qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. O ponto que mais chama a atenção, entretanto, é que Zâmbia e Magnólia nasceram, pertencem e têm suas carreiras geridas pelo Haras Rosa Mystica, instalado no município de Salto de Pirapora, na Região Metropolitana de Sorocaba. Os Jogos Pan-Americanos, que terminaram no dia 10/8, domingo, em Lima, capital do Peru, acabaram por comprovar a qualidade de animais nacionais de forma bastante expressiva, principalmente considerando a potência e tradição de quem estava em pista, com conjuntos dos EUA, Canadá, México e, sobretudo o Brasil, que ficou com as medalhas de Ouro em equipe e Individual, com Marlon Zanotelli, montando a égua Sela Francês Sirene de La Motte.

Boas campanhas

As finais do hipismo no Pan ocorreram na sexta-feira (dia 9/8). A égua Magnólia Mystic Rose, que integrou o conjunto com o cavaleiro guatemalteca Juan Andres Rodriguez Silva, conquistou a 16º colocação, enquanto Zâmbia Mystic Rose, que fez parte da equipe Equador, com o cavaleiro Diego Javier Vivero Viteri ficou em 20º lugar. Como um mérito ainda mais alto, literalmente: desde o Pan-Americano de Toronto, em 2015, a altura dos obstáculos foi aumentada de 1,50 m para 1,60 m, que é a mesma utilizada nas provas dos Jogos Olímpicos.

O titular do Haras Rosa Mystica, Nilson Leite, avaliou como muito positiva a participação de Magnólia e Zâmbia nos conjuntos da Guatemala e Equador, respectivamente. "Temos muito a celebrar não apenas em termos dos resultados alcançados no Pan. A presença de duas éguas brasileiras, de um mesmo criador, na final das provas de hipismo é um fato histórico nunca acontecido antes. Em 1999, durante os jogos de Winnipeg, no Canadá, o Haras Joter foi quem chegou mais próximo disso. Só que, embora tivesse dois cavalos (Calei e Atlética) com seu sufixo Joter, Atlética não tinha nascido no Brasil", explica o proprietário do Haras.

Histórico

Antes de Zâmbia e Magnólia Mystic Rose, apenas o Haras Joter conseguiu mais perto em 1999, em Winnipeg, no Canadá. Apesar de ter dois cavalos com seu sufixo Calei e Atlética Joter, apenas o primeiro nasceu em solo brasileiro; a outra era uma égua importada.

Em Lima, Zâmbia e Magnólia fizeram todos os circuitos com boas performances. Ao todo foram cinco percursos, sendo o primeiro, na Prova de Caça (velocidade), de 1,50 m, e mais quatro de 1,60 m nos demais dias de prova. No primeiro dia, Magnólia Mystica Rose, conduzida por Juan Andres Rodriguez Silva, defendeu as cores da Guatemala, com uma passagem de pista limpa e o tempo de 84s61, fechando o circuito em 27º lugar.  Zâmbia Mystica Rose, com o equatoriano Diego Javier Vivero Viteri fez duas faltas, com tempo de 88s37, ficando na 30ª colocação.

Depois das etapas classificatórias, qualificadas entre os 35 melhores conjuntos da competição, Magnólia/Juan Andres foi para a grande final do Individual, na sexta-feira, 9/8. como a 18ª colocada na classificação geral. Zâmbia, por sua vez, ficou na 25ª posição, montada pelo cavaleiro equatoriano Diego Javier Vivero Viteri.

A grande final

Na grande final, Magnólia Mystic Rose fez sua primeira passada da final Individual de Salto com três faltas e  tempo de 79s78. Depois do percurso, o cavaleiro guatemalteca Juan Andres Rodriguez Silva revelou que resolveu trocar as boleteiras, o que acabou prejudicando o desempenho na pista de 1,60 da Escola de Equitação d e Exército La Molina, montada com obstáculos temáticos de Lima pelo brasileiro Guilherme Jorge. Na segunda passada, de volta com as boleteiras de costume, fez pista limpa, com com um ponto de penalização por ultrapassar o tempo, fechando em 65s22 (soma total 13 pontos).

O conjunto Zâmbia Mystic Rose/Diego Vivero, por sua vez, fez a primeira passada da grande final Individual com três faltas (12 pontos de penalização), com o tempo de 79,18. Na segunda passagem, fez três faltas e mais um ponto por tempo (soma total 25 pontos de penalização), com tempo de 65,66.  “Estamos realizando um sonho, pois tínhamos muitas expectativas com relação a esses animais que acabaram sendo muito superadas com o ótimo desempenho em pista”, comemorou o proprietário Nilson leite, que já articulando a inclusão das éguas para a Olimpíada de Tóquio 2020. (Veja entrevista com os proprietários abaixo)

VEJA AS CAMPANHAS DE MAGNÓLIA E ZÂMBIA MYSTIC ROSE AQUI

Revista Horse/ Fotos: Fagner Almeida/Revista Horse
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