18-Jun-2020 16:17 - Atualizado em 18/06/2020 17:52
Hipismo internacional

Europa e EUA retomam concursos

Para o cavaleiro Eduardo Menezes, na foto na sela de Magnólia Mystic Rose, parada deu mais tempo para preparação por uma vaga no Time Brasil de Salto

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Com a proliferação da pandemia de coronavírus sob controle, os concursos de hipismo internacionais começaram a ser retomados. Nesta semana, por exemplo, começa o Internacional 4* em St Tropez Grimaud, com quatro semanas de duração: de 17/6 a 12/7, com provas de quinta a domingo em todas as semanas. No Sul da Espanha, em Vejer da Frontera, as competições já estão em andamento desde a semana passada e se estendem até 28/6. Já nos EUA, destaque para o Internacional 3*, em Tryon na Carolina do Norte, EUA, as provas estão previstas para ocorrerem de 30 de junho a 2 de julho.

Para aos atletas candidatos a uma vaga no Time Brasil nas Olimpíadas Tóquio 2020 (adiada para 2021), o momento marca nova fase de preparação e para alguns conjuntos a pandemia diminuiu a pressão por resultados. Eduardo Menezes, integrante do Time Brasil medalha de ouro no Time Brasil em Lima 2019, diz que ganhou um respiro na preparação da égua Magnolia Mystic Rose, criação nacional de 11 anos, do Haras Rosa Mystica

Menezes passou a montar Magnólia Mystic Rose pouco tempo depois do fim dos Jogos Pan-americanos de Lima no ano passado, quando a égua de criação brasileira teve um bom desempenho na sela do guatemalteca Juan Andres Rodriguez Silva, ficando na 16ª posição da classificação geral (Veja AQUI). "A Magnólia é uma égua fantástica, talentosa e guerreira, dá tudo o que tem para o cavaleiro, e isso é muito importante. Ainda somos um conjunto novo e temos muito a melhorar", elogiou o cavaleiro, medalha de Ouro com o Time Brasil de Salto no Pan. "Essa pausa está dando tempo de conhecermos melhor sem a pressão dos resultados nos concursos. Temos muito trabalho pela frente e acredito que vamos chegar em boa forma em 2021", destaca

Eduardo Menezes, 40 anos, é radicado nos EUA e está inscrito no Internacional em Tryon, com Magnolia e outras duas montarias. Depois, o cavaleiro deve seguir para uma temporada internacional Europa. Ao todo cerca de 20 atletas estão na corrida por uma vaga no Time Brasil de Salto nas Olimpíadas.

Vitrine para criação nacional

As competições internacionais e o processo de seleção olímpico são vistas como uma grande vitrine para a criação nacional em um universo dominado por animais de tradicionais criatórios europeus. O titular do Haras Mystica, Nilson Leite, aposta nos produtos nacionais. No Pan Lima 2019, o criatório contou com os dois únicos Brasileiros de Hipismo em pista. Além de Magnólia Mystica Rose, à época conduzida por Juan Andres Rodriguez Silva, da Guatemala, outro produto de sua criação, Zâmbia Mystic Rose, montada pela equatoriano Diego Javier Vivero Viteri, também ficou entre os 20 conjuntos da competição . As éguas formadas no Brasil eram as únicas da raça BH em pista em Lima, no Peru. A exemplo de Magnólia, que passou para a sela de Eduardo,  Zâmbia Mystic Rose também mudou de cavaleiro e passou a ser montada no início de 2020 por Felipe Amaral, integrante do Time Brasil no Pan 2015, em Toronto.

A produção do Haras Rosa Mystica chamaram a atenção também no de abril de 2020, quando, mesmo diante da crise do Covid-19, duas éguas de sua criação, Zilouet Mystic Rose, de 6 anos, e Atomica 3K Mystic Rose, de 9 anos, foram exportadas com sucesso para os EUA. Zilouet foi vendida assim que chegou nos EUA. “O mercado é grande e temos total condição de expandi-lo. Hoje material genético muito parecido que na Europa mas em menor escala. Nem penso em venda de cavalos para Europa. Acho que o mercado brasileiro é a América, em especial, América Latina ou EUA”, analisa o criador. "No momento não penso em vender a Magnólia e Zâmbia, nossa prioridade é o projeto olímpico."

 

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