12-Mai-2021 19:53 - Atualizado em 13/05/2021 10:57
Eleição CBH

Federações de oposição "elegem" chapa CBH Forte e Ativa sub judice

Resultado foi de 2051 votos a zero, mas, segundo a mesa organizadora, só será validado após decisão judicial

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Resultado divulgado durante transmissão ao vivoReprodução
Mesmo depois da decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro de suspender a liminar de primeira instância, que havia sustado as assembleias anteriores (veja AQUI), 10 federações apoiadoras da Chapa CBH Forte e Ativa realizaram, na tarde desta quarta-feira (12/5), uma nova assembleia para a escolha de presidente e vice da CBH. A “eleição” foi realizada no Prodigy Hotel, no Rio de Janeiro, de forma híbrida, com a possibilidade de votos presenciais e a distância. Sem a participação de nenhum membro da chapa adversária e seus apoiadores, o resultado foi unânime em favor da chapa “CBH Forte e Ativa”.

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Presidente da FPH, José Vicente Marino, que presidiu a mesa: Reprodução
Logo no início, o presidente da Federação Paulista de Hipismo (FPH), José Vicente Marino, que presidiu a mesa, fez a ressalva de que o resultado estaria “sub judice” e que só seria validado após decisão judicial, em razão de haver uma nova decisão do Tribunal de Justiça que suspendeu a Liminar de primeira instância emitida pela 34ª Vara do Rio Janeiro, em 30 de abril, que sustava as “duas assembleias” do dia 29 de janeiro (veja AQUI). “Como já tem muita gente aqui no Rio de Janeiro que viajou do Brasil inteiro, nós decidimos realizar a assembleia, regularmente convocada, para colher os votos, cientes de que esse conclave fica com seus efeitos e sujeito à convalidação do Poder Judiciário”, afirmou. “De forma alguma tenho algum interesse de afrontar qualquer comando judicial”, destacou.

Durante as formalidades iniciais, Marino afirmou que a assembleia estava sendo acompanhada por “representantes da Federação Equestre Internacional”, entre eles o presidente do chamado Grupo 6, Luiz Roberto Giugni, ex-presidente da CBH e apoiador declarado do grupo de Bárbara Laffranchi.

Antes de abrir a votação, o presidente da mesa afirmou que, conforme edital do processo 006/2020, duas chapas estavam inscritas, sendo a Chapa 1 ”Hipismo para Todos”, composta por Francisco José Mari e João Loyo, e a Chapa 2, com Bárbara Laffrachi e Fernando Sperb, como candidatos a presidente e vice, respectivamente. Depois disso, passou a chamar nominalmente todos os membros do colégio eleitoral.

Ao todo 10 federações e quatro representantes dos atletas confirmaram o voto na chapa “CBH Forte e Ativa”, com 2051,4284 contra zero da chapa “Hipismo para Todos”, conforme números divulgados pela empresa que fez a transmissão ao vivo pela Internet.  O painel ainda mostrava 1620,5713 de “Abstenção” (sic) e 3671,9997 de “Total de votos apurados”.  

Ao final, Marino voltou a lembrar que a posse ficará condicionada à apreciação do Poder Judiciário diante da decisão que acabamos de conhecer do desembargador. Antes de encerrar o encontro, a candidata Bárbara Laffranchi pediu a palavra e afirmou: “A democracia é bonita por conta do que estamos vendo hoje".

Imbróglio judicial

Na prática, a assembleia realizada no Rio de Janeiro é mais um capítulo da longa disputa entre dois grupos que começou em 30 de novembro do ano passado, quando foram impugnadas as duas chapas pela Comissão Eleitoral (Veja AQUI), e que vem se estendo com sucessivas liminares e questionamentos judiciais. Por hora, a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) continua sob a gestão do presidente eleito em 29 de janeiro, José Francisco Mari (Kiko) e seu vice, João Loyo.

Para o candidato a vice da chapa “CBH Forte e Ativa”, Fernando Sperb (Fefo), porém, a decisão do desembargador César Cury é mais uma formalidade para suprir a “insuficiência de fundamentação” da liminar de primeira instância, até que possa analisar os fundamentos das partes. “Trata-se de uma decisão provisória e, portanto, mais um capítulo dessa triste situação. O fato incontestável é que a maioria absoluta votou em nossa chapa. Temos a maioria e a democracia funciona assim: a maioria vence!”, afirmou ele à reportagem da Revista Horse.

Já o vice-presidente da CBH, João Loyo, afirma que a chapa de oposição “insiste em desrespeitar o estatuto da entidade e as próprias decisões judiciais, ao “realizar uma eleição ciente de que não tinha embasamento legal, desrespeitando uma ordem judicial”. “A realização de uma assembleia sem nenhum suporte judicial, legal e estatutário é mais uma afronta e nem deveria ter sido feita”, disse ele à Horse, destacando que continuará "lutando pelo bom desenvolvimento dos esportes hípicos no Brasil".

 

Revista Horse
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