01-Dez-2021 11:20 - Atualizado em 01/12/2021 11:43
Caso de polícia

Gaeco resgata cavalos de abate

Quatro éguas, um cavalo e uma mula eram mantidos no local onde seriam abatidos e a carne transformada em hambúrgueres. Dez suspeitos foram presos

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Animais foram levados para ONG de proteção Animal de CaxiasPAC
Durante os trabalhos de buscas na operação que desarticulou o que seria um esquema de venda de carne de cavalo para produção de hambúrgueres em Caxias do Sul (RS), o Ministério Público (MP) encontrou e resgatou seis equídeos. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) encontrou os animais em uma chácara, no município de Caxias do Sul, na propriedade era utilizada como abatedouro clandestino.

De acordo com o MP, quatro éguas, um cavalo e uma mula eram mantidos no local onde seriam abatidos e a carne transformada em hambúrgueres. Os equídeos foram resgatados e encaminhados para a Organização Não Governamental (ONG) Proteção Animal Caxias, que em parceria com a Sociedade Amiga dos Animais (Soama) obteve a guarda dos equinos.

Os animais já estão sob a guarda da Proteção Animal Caxias (PAC) e passaram por avaliação feita por veterinários da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Todos já foram adotados e já estão em seus novos e definitivos lares onde finalmente poderão descansar e não poderão ser utilizados para trabalho ou cavalgadas.

Entenda o caso

No dia 18 de novembro, o Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou a operação "Hipo", para investigar um grupo criminoso, suspeito de vender clandestinamente carne de cavalo como se fosse de gado para hamburguerias da Serra Gaúcha, principalmente em Caxias do Sul. A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão referentes a oito alvos na cidade de Caxias do Sul.
Ao todo, 10 pessoas envolvidas foram denunciadas e no dia 25 de novembro, a juíza Maria Cristina Rech, da 4ª Vara Criminal do Foro da Comarca de Caxias do Sul, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Púbico, acusando os 10 suspeitos por: organização criminosa, entregar para consumo substância alimentícia ou produto falsificado, corrompido ou adulterado; por induzir o consumidor a erro e por ter em depósito, para vender ou entregar, mercadoria em condições impróprias ao consumo. O próximo passo é a citação dos acusados e a respectiva apresentação de defesas. Até o dia 1º de dezembro os acusados permaneciam detidos.

Revista Horse/Fotos PAC
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