18-Nov-2021 16:00 - Atualizado em 19/11/2021 14:08
Caso de polícia

Grupo é suspeito de vender hambúrguer de carne de cavalo

Operação "Hipo" determinou seis mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão a oito alvos na cidade de Caxias do Sul (RS)

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Segundo MP, produto era misturado a carne de boiMinistério Público RS


Uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (18), pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, investiga um grupo criminoso, suspeito de vender clandestinamente carne de cavalo como se fosse de gado para hamburguerias da Serra Gaúcha, principalmente em Caxias do Sul. Denominada "Hipo", a operação iniciada no período da manhã, visa cumprir seis mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão referentes a oito alvos na cidade de Caxias do Sul.

Conforme notícia divulgada pelo jornal Correio do Povo, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) informou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) interceptou (com autorização judicial), conversas dos suspeitos, descobrindo que a organização teria comercializado grandes quantidades de carne provenientes do abate clandestino de equinos. Perícias foram feitas em duas lancherias de Caxias e identificaram o DNA de cavalos. Também eram misturadas carnes de peru e suíno.

De acordo com Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, coordenador do Gaeco, por semana eram distribuídos aproximadamente 800 quilos de hambúrgues. Silva Filho está à frente da operação e cumpre os mandados juntamente com o promotor da Especializada Criminal de Porto Alegre, Mauro Rockenbach.

As investigações indicaram do Ministério Público, indicaram que o grupo não tem autorização para o abate e nem para comercialização de nenhum tipo de carne. Dessa forma, as atividades de abate, beneficiamento, armazenamento e comercialização vinham ocorrendo sem qualquer fiscalização, o que é essencial para prevenir que carnes sem inspeção de fiscais médicos veterinários sejam consumidas pelas pessoas.

Preços mais baixos

Segundo o MP, as hamburguerias compravam a carne ilegal com valor abaixo do mercado. Esses estabelecimentos também serão investigados. Conforme o Ministério Público, o grupo não possui autorização para o abate e comercialização de nenhum tipo de carne. Assim, as atividades de abate, beneficiamento, armazenamento e comercialização vinham ocorrendo sem qualquer fiscalização, o que é essencial para prevenir que carnes sem inspeção de fiscais médicos veterinários sejam consumidas pelas pessoas.

Revista Horse. Fotos: Ministério Público do RS
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