23-Dez-2021 10:32 - Atualizado em 23/12/2021 10:52
Equideocultura

IBEqui e Câmara Setorial do MAPA articulam ações para 2022

Encontro reuniu Manuel Rossitto, do IBEqui, José Carlos Pires, presidente da Câmara, e seu sucessor para a próxima gestão, Fabrício Buffalo

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José Carlos Pires (Zeca) e Fabrício Buffalo, da Câmara Setorial, com Manuel Rossitto, do IBEqui (ao fundo, no centro): ações conjuntas em prol equideoculturaDivulgação

O presidente da Câmara Setorial de Equideocultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), José Carlos Pires, e o futuro presidente do órgão, Fabrício Buffalo, se reuniram, na segunda-feira (21/12), com o presidente executivo do Instituto Brasileiro de Equideocultura (IBEqui), Manuel Rossitto, para tratar dos principais desafios do setor no próximo ano. Entre eles, a proposta de mudanças na Instrução Normativa do MAPA que estabelece protocolos e diagnósticos do Mormo no Brasil.

O encontro também serviu para o atual presidente da Câmara Setorial, José Carlos Pires, apresentar seu sucessor Fabrício Buffalo, que assume o comando do colegiado a partir do ano que vem. Rossito agradeceu o empenho de Pires e falou sobre as propostas do IBEqui voltadas à melhoria da equideocultura no País, os principais desafios, bem como as melhorias consideradas necessárias para aprimorar o processo de trânsito de animais.

A principal delas é a proposta de mudança na redação do artigo 13 da Instrução Normativa do MAPA, de 6 de 16 de janeiro de 2018, que trata do protocolo e diagnóstico do Mormo no Brasil. Atualmente, a regra vigente estabelece que todo animal que será transportado, seja por via terrestre, aérea ou aquática, precisa apresentar a GTA (Guia de Transporte Animal) com testes negativos para mormo e anemia (validade 60 dias).

Nos casos em que o animal testar positivo para Mormo, a instrução do MAPA prevê uma série de procedimentos que precisam ser adotados, como a realização de um novo exame (contraprova), que é feito no mesmo laboratório que detectou a doença inicialmente, a partir da mesma amostra. Se a contraprova der o mesmo resultado, o criador tem direito a fazer um “reteste”, que será um novo exame realizado a partir de nova amostra colhida pelo serviço veterinário oficial. Atualmente apenas um laboratório no país é autorizado a realizar esse “reteste” final, sendo que o mesmo é o único fabricante dos kits utilizados no diagnóstico para o Mormo e outras doenças que afligem os equinos. Caso o resultado do reteste persista no positivo para Mormo, o animal é submetido a eutanásia.

O IBEqui em ofício enviado à Câmara Setorial de Equideocultura do MAPA sugere mudança na redação para dar mais segurança ao processo – com a inclusão de laboratórios internacionais referenciados pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na fase de reteste – diminuindo também o problema da judicialização, uma vez que muitos criadores acabam recorrendo à Justiça. A proposta do IBEqui também tem como objetivo evitar o sacrífico desnecessário de animais com eventuais resultados falso positivo.

Assim, seria considerado caso confirmado de mormo o equídeo que apresentar pelo menos uma das seguintes condições: a) resultado positivo no teste laboratorial complementar (contra-prova) realizado por laboratório internacional (Alemanha, Dubai ou Estados Unidos), através do emprego metodológico da técnica Westing Blooting; e b) detecção da bactéria Burkholderia mallei por meio de método microbiológico ou molecular.

A sugestão do IBEqui será analisada pela Câmara Setorial do MAPA e debatidas na próxima reunião extraordinária.

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