21-Dez-2020 11:51 - Atualizado em 21/12/2020 12:19
Estatísticas

IBEqui e Esalq articulam novo "Estudo do Complexo Agronegócio Cavalo"

Objetivo é atualizar os dados 2016 e apresentar os reais número do segmento que cresce a cada dia de forma informal

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O Instituto Brasileiro de Equideocultura (IBEqui) e a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"  (Esalq) realizaram, em 17 de dezembro, um encontro virtual para viabilizar a atualização do estudo "Complexo do Agronegócio do Cavalo”, cujo números estão desatualizados desde 2016. O objetivo é mostrar o quanto o segmento vem crescendo nos últimos anos e suas reais dimensões dentro do agronegócio nacional, que será incorporada às diversas ações que vem sendo implantadas, entre elas o trabalho em conjunto com a Frente Parlamentar do Agronegócio Paulista (SP-AGRO), presidida pelo Deputado Estadual Itamar Borges.

O encontro contou com a participação do presidente da Junta Administrativa do IBEqui, Manuel Rossitto, o professor e pesquisador da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), Roberto Arruda, autor do primeiro Estudo em 2006, e o médico-veterinário especialista em bem-estar animal Orlando Filho. 

“Na última revisão do estudo, os dados referentes aos asininos e muares não eram parte central do escopo. No entanto, seria muito pertinente inclui-los, uma vez que os negócios envolvendo esses animais representam grande potencial, apesar do ainda desconhecimento de parte da população e até mesmo do Governo” - Professor Roberto Arruda

Tópicos como: números estatísticos dos órgãos oficiais, contribuição das associações de raças e dificuldades na captação de informações de determinados estabelecimentos equestres foram os principais assuntos abordados no encontro. Considerados como os gargalos operacionais para a atualização do estudo, os mesmos deverão ser trabalhados, ou ao menos contornados para que não se tornem um empecilho.

“Na última revisão do estudo, os dados referentes aos asininos e muares não eram parte central do escopo. No entanto, seria muito pertinente inclui-los, uma vez que os negócios envolvendo esses animais representam grande potencial, apesar do ainda desconhecimento de parte da população e até mesmo do Governo” - Professor Roberto Arruda

“É de extrema importância a junção de profissionais atuantes na temática do agronegócio do cavalo”, ressaltou professor Arruda. Uma união que, segundo o professor, já resultou na formação de um grupo de estudos constituídos de membros da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” - Universidade de São Paulo (Esalq/USP), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Universidade do Cavalo (UC). Esses profissionais desenvolvem, há tempos, trabalhos e pesquisas de grande relevância e credibilidade para o setor, e que agora juntos serão imprescindíveis para o desenvolvimento deste projeto de atualização do estudo.

Nesse sentido, Orlando Filho enfatizou a questão de buscar o envolvimento e a contribuição das Secretarias de Agricultura e do Serviço de Defesa Sanitária Animal de todos os Estados. “Essas unidades públicas possuem números e dados estatísticos relevantes, principalmente acerca da sanidade do rebanho, através de seus programas de controle e erradicação de algumas enfermidades. O que sem dúvida alguma irá agregar muito ao estudo, fazendo com que possamos ter uma visão ainda mais ampla do setor”, reforça o médico veterinário.

Outro destaque do encontro foi a importância de incluir asininos e muares nesse novo estudo. “Na última revisão do estudo, os dados referentes aos asininos e muares não eram parte central do escopo. No entanto, seria muito pertinente inclui-los, uma vez que os negócios envolvendo esses animais representam grande potencial, apesar do ainda desconhecimento de parte da população e até mesmo do Governo”, afirma o Professor e Pesquisador da Esalq/USP.
Em complemento as colocações e visando o avanço das questões para viabilizar o trabalho, Manuel Rossitto ressaltou sobre ações de curto e médio prazo. “Através do IBEqui podemos contatar as Secretarias de Agricultura dos Estados para alinharmos nossos anseios, bem como, efetuar encaminhamento oficial junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas - IBGE para apresentar nosso propósito e solicitar maior reconhecimento ao seguimento que envolve a equideocultura”, concluiu o Presidente da Junta Administrativa do IBEqui.

Um termo de referência com as pretensões e necessidades para desenvolvimento do novo projeto de estudo será elaborado para direcionar os próximos passos e deverá revelar a atual e verdadeira amplitude econômica e social desta atividade do agronegócio.

Assessoria IBEqui
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