25-Jul-2021 22:54 - Atualizado em 26/07/2021 15:26
Tóquio 2020

João Victor Oliva projeta novos rumos ao Adestramento brasileiro

Na sela de Escorial, jovem cavaleiro de 25 anos se despede de Tóquio na 26ª posição, com recordes históricos e elogios da imprensa especializada

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O cavaleiro João Victor Marcari Oliva, de 25 anos, único representante do Brasil no Adestramento, se despediu da Tóquio 2020 projetando os índices brasileiro da modalidade para outro patamar. Com a nota de 70,419, quebrou seu próprio recorde da Rio 2016 (68,071%) e colocou o Adestramento Brasileiro pela primeira vez na história na casa dos 70%, um  "divisor de águas" dentro da modalidade. Finalizada a segunda e última sessão qualificativa do Grand Prix, realizada na tarde de domingo, que definiu as oito equipes e 18 conjuntos finalistas das disputas individuais, terminou em 26º, entre 59 representantes de 29 países. De fora das pistas, ainda recebeu rasgado elogio da revista St.George, uma das mais importantes revistas especializadas na modalidade. "Sua equitação cheia de sentimento, seu assento elástico e sua aplicação discreta de ajudas foram um prazer", escreveu a publicação, que o chamou no título de "Grande brasileiro".

Chegar à casa do 70%, precisamente 70,419%, é, sem dúvida, uma referência que ficará marcada em sua carreira e na história do Adestramento no Brasil. Para se ter uma ideia, dos 59 conjuntos que efetivamente entraram em pista, 30 não conseguiram. Considerando-se que se trata de uma olimpíada, com os melhores cavaleiros do mundo, é muito significativo. Se levar em conta que João Victor está montando o Lusitano Escorial Horsecampline há menos de um ano (começou em setembro de 2020) e foi o primeiro a entrar em pista, é mais do que justo depositar uma grande expectativa sobre o seu futuro como cavaleiro. O comentário da revista especializada reforça ainda mais o que se viu na charmosa pista de Equetrian Park de Tóquio, que só não estava mais perfeita pela falta de público nas imensas arquibancadas, em razão das medidas de segurança no combate à proliferação da Covid-19.

A 26ª colocação, superando 20 posições do 46ª lugar da Rio 2016, é um dado que tem de ser observado com muito critério. embora não tenha ultrapassado literalmente o 25º lugar com o Cel. Sylvio Marcondes de Rezende, na Olimpíada de Munique, na Alemanha, em 1972. , está evidente que a conquista em território japonês é muito mais expressiva. Deve-se considerar que os critérios de avaliação do Adestramento são hoje muito mais exigentes do que na década de 70. Com apenas 25 anos, João Victor disputou a colocação com 59 conjuntos, enquanto que Sylvio Rezende tinha apenas 33 adversários. Basta uma regra de três para constatar a proporcionalidade da diferença.  

Os números, entretanto, passam a ser apenas ilustrativos quando se observa a qualidade da equitação desse menino simples do interior paulista. As observações elogiosas da revista alemã especializada apenas confirmam o que qualquer pessoa minimamente familiarizada com a equitação de qualidade pode contatar.  "Era bonito de se olhar. Os dois eram definitivamente harmoniosos. Não se poderia desejar uma abertura melhor do a desse conjunto exótico para uma reunião dos melhores de todo o mundo, independentemente de haver pequenos erros", avaliou a crítica alemã.

Segurança e determinação

Outro ponto importante da performance de João Victor Oliva é que não transformou sua responsabilidade de ser o único representante do país na modalidade em um peso. "Fui o primeiro atleta do hipismo a entrar em pista (e o primeiro atleta brasileiro na vila olímpica). Fizemos uma boa prova, meu cavalo esteve bem e estou super contente. O Escorial esteve disponível, escutando as ajudas e tranquilo. Estou muito feliz. Tem coisas para melhorar, tivemos um errinho no meio da prova, mas mesmo assim o resultado foi bom. Agora quero me entrosar cada vez mais com ele, pois temos pouco tempo juntos e vamos melhorar cada vez mais para representar o Brasil nos próximos desafios", disse o cavaleiro, que começou a montar Escorial somente em setembro de 2020.

A chefe de equipe Sandra Smith de Oliveira Martins também destacou a evolução da modalidade, resultado do cavaleiro e novos objetivos. "Tivemos um bom resultado na Rio 2016, fomos medalha nos Pans de Toronto e Lima e agora tivemos esse grande resultado do João em Tóquio. Foi um trabalho sério e responsável, O João é um atleta maravilhoso, sua equipe é fantástica, um time muito bom e eficiente, o que facilita tudo. Agora vamos focar na formação de uma equipe nos Jogos Equestres Mundiais de 2022, na Dinamarca", planeja.

 

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Revista Horse 92 (Especial Rio)
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Revista Horse/Fotos Luis Ruas/CBH
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