18-Nov-2020 16:54 - Atualizado em 19/11/2020 10:05
Hipismo

José Vicente Marino é aclamado presidente da Federação Paulista

Assembleia foi realizada na segunda-feira (16/11). Veja entrevista concedida pelo empresário e cavaleiro à Revista Horse, na qual comenta seus projetos

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O empresário José Vicente Marino foi aclamado, em assembleia geral rrdinária realizada na segunda-feira (16/11), no Clube Hípico de Santo Amaro, como novo presidente da Federação Paulista de Hipismo (FPH). Ele assumirá o cargo no a partir de 1º janeiro de 2021, na gestão de três anos, até 31 de dezembro 2023, substituindo o presidente atual Gabriel Nicolau Khoury, eleito na semana passada para a presidência da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Brasileiro de Hipismo (Veja AQUI). 

Conselho Fiscal será composto da seguinte forma:
Conselho Fiscal Efetivo
Daniel Borges Gomes
Roberto Amaral de Almeida
Alexandre Yunes Simões
Suplentes do Conselho Fiscal
Geraldo Ribeiro de Mendonça Junior
Luis Antonio Piva
Thierry Adolphe Josef Paul Oliva Decoene

José Vicente Marino, que também é cavaleiro, comentou a missão que terá à frente da maior federação estadual de hipismo. “Uma grande responsabilidade assumir a FPH", disse José Vicente. "Nosso foco sempre será o atleta e o desenvolvimento do esporte em todas as modalidades com projetos no desenvolvimento da base / salto iniciante; iniciativas para cavalos novos junto a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Brasileiro de Hipismo; formação e valorização dos profissionais do hipismo; na defesa e aproximação das entidades filiadas e na modernização dos sistemas, colocando o hipismo na palma da mão de atletas, instrutores, entidades e envolvidos”, comentou.

O atual Diretor Financeiro/Tesoureiro da FPH, Marcelo Giovanetti D'Arienzo, assumirá como Vice-Presidente e novamente como Tesoureiro. "Mantivemos as taxas da FPH congeladas nos últimos quatro anos, a ideia é manter as conquistas da última gestão e continuar a desenvolver o esporte com novos projetos, agora junto com o Zé Vicente", completou Marcelo.

VEJA, A SEGUIR, ENTREVISTA DE JORSE VICENTE MARINO À HORSE 

Com proposta de união, investimento na base e no resgate da tradição brasileira no hipismo, o empresário José Vicente Marino se apresenta como candidato à presidência da Federação Paulista de Hipismo (FPH). Formado em administração de empresas, aos 54 anos, Marino conta que aceitou o desafio por entender que pode contribuir com sua larga experiência no mundo empresarial para que o hipismo paulista e brasileiro volte a brilhar.

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Edição 124
Aliado da candidata a presidente da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), Bárbara Laffranchi, o empresário revela que seu objetivo é unir esforços em prol do esporte e que, caso eleito, deseja contar com apoio e contribuição de todos para resgatar o protagonismo brasileiro no esporte. Nesta entrevista à Revista Horse, Marino fala sobre os planos, o envolvimento com os cavalos e o que pensa sobre o hipismo brasileiro. Confira!

Como começou seu envolvimento com os cavalos?

Foi em 2007 e por causa dos meus filhos Thales e Maitê, que na época tinham 7 e 4 anos. Morava na Granja Viana e a gente passava praticamente todo dia em frente à hípica, que agora é o nosso Centro Hípico. Meus filhos falavam quero ir aí, quero ver os cavalos. Até que um dia a gente parou e, conversando com a professora, ela falou: eles podem começar se quiserem. E eles foram. Começaram a montar e, ao mesmo tempo, se apaixonar pelo mundo do hipismo.

E você foi no embalo dos filhos?

Via eles montando, naquelas provinhas de equitação para iniciantes, e a paixão nasceu. Sempre gostei de esportes e aí compramos um cavalo, o Dusty. Todo mundo montava. Meus filhos de segunda, quarta e sexta. Eu comecei a montar nos finais de semana e fui gostando cada vez mais.

Ainda continua montando?

Sim, meus filhos hoje com 19 e 16 anos, continuam competindo. O Thales salta GP, é campeão brasileiro de Young Rider. A Maitê é campeã Sul-Americana mirim. Como tenho o Centro Hípico Granja Viana, a gente monta praticamente todo dia.

Hoje cada um tem seu próprio cavalo?

Na realidade, temos vários cavalos. Hoje sou criador, tenho algumas éguas muito boas. Monto um cavalo de 7 anos que é da minha própria criação. Comprei vários cavalos em leilão, principalmente quando tinha o leilão do PoPOLANA, que vinham cavalos importados.

Por que decidiu concorrer à presidência da Federação Paulista de Hipismo (FPH)?

Estamos num movimento, juntamente com a Bárbara [Laffranchi], com Fecho,  de Curitiba, com uma turma para tentar dar uma revitalizada. O nosso hipismo hoje não tem prova forte, não tem circuito sem torque. Não tem trabalho de 1,50m sequer. Hoje as provas de GPs têm 1,45m. Nos concursos mais importantes no exterior, a prova mais baixa é 1,45m. Nós estamos andando muito para trás, ainda colhemos os frutos do que foi feito no passado, quando teve bastante investimento. Tem bons cavaleiros fora do Brasil, como o Marlon [Zanotelli], o Pedro [Veniss]. Tem uma geração nova despontando e acho que a gente precisa trazer para o Brasil, fazer o país brilhar no hipismo novamente. Conversando com várias pessoas, com o próprio Gabriel [Khoury], que é o atual presidente, ouvi que seria uma boa ideia eu concorrer.

Como você avalia a gestão do Gabriel Khoury à frente da FPH?

Muito boa. Deu uma boa revitalizada, criou o Paulistão, hoje tem caixa. A FPH ainda tem um problema que é o sistema já superado. Talvez seja a única coisa que não deu para o Gabriel fazer. Quero dar continuidade a esse trabalho e aproximar a Federação dos clubes. Você pega a Hípica Santo Amaro e a Paulista, principalmente no Salto, eles têm os rankings, conseguem oferecer prêmios importantes. Antigamente, a FPH tinha aqueles concursos de Salto estadual, realizavam concursos nas principais cidades do interior, como Ribeirão Preto e Campinas. Quero me aproximar mais dos clubes, para criar seleções paulista de base.

Quantos clubes temos no estado de SP?

Federados são 16 entidades. Tem dois grandes clubes em São Paulo (Santo Amaro e Hípica Paulista). A Sociedade Hípica de Campinas também é um clube importante, mas é mais um clube social do que hípico. E tem alguns manèges importantes, como o Centro Hípico Granja Viana, tem o Manège Alphaville, o Terras de São José. São Manéges que têm número de participantes muito grande. O que precisa é um trabalho de base mais forte, que desperte nas crianças o desejo de se desenvolverem como cavaleiros e amazonas no futuro. Falo muito do Salto, mas as outras modalidades como Adestramento e CCE também têm espaço para o cavalo ganhar relevância.

Qual seu grande projeto à frente da PFH?

São duas coisas: aproximação dos clubes e a criação das seleções paulistas. Gostaria que todo mundo voltasse a querer fazer parte das seleções em suas respectivas categorias. Nomear técnicos, fazer treinamentos específicos para cada equipe. Para que as pessoas tenham orgulho de serem integrantes da seleção.

Qual será a maior dificuldade?

O maior desafio é sempre conseguir apoio financeiro para realizar tudo que pretendemos, além do calendário adequado para poder fazer os treinos das seleções, para poder fazer uma clínica, reunir as equipes. Creio que as dificuldades serão essas, além de conciliar o trabalho em equipe com o individual de cada atleta. Porque cada atleta tem seu técnico, está no seu clube. Como a gente vai juntar tudo e fazer num lugar só?


 

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