25-Jun-2019 15:58

Mercado promissor. E o Mormo?

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O ano começou bastante promissor para o mercado equestre, em todas as suas frentes. Um bom demonstrativo foi o Encontro de Muladeiros de Iporá, cidade do oeste goiano, que mais uma vez contou com a cobertura da equipe das revistas Horse e Muladeiros. Realizado no final de janeiro, recebeu mais de 4.000 muares montados no desfile de rua, registrando novo recorde ao evento. A agenda de leilões das raças também aponta que 2019 pode ser muito diferente de anos anteriores, com grande expectativa de bons negócios.

Somados à boa expectativa de um novo governo, tudo indica que teremos um ano de fomento do mercado. Já não é de hoje que o agronegócio nacional vem sustentando grande parte da economia nacional e o otimismo do setor deve ajudar a projetar um crescimento ainda mais acentuado.

Nem tudo, porém, é campo fértil no território nacional. O segmento equestre vem arrastando há vários anos o problema do Mormo, que fechou as fronteiras e estagnou os negócios de exportação de animais. Até hoje as entidades responsáveis pelo registro de animais, entre outras afins, não conseguiram uma mobilização que pudesse mudar esse cenário, causando, como é notório, um prejuízo imensurável a todo processo de criação, independente da raça do animal.

Tomemos, como exemplo, a Equitana, que este ano será realizada de 9 a 17 de março, em Essen, na Alemanha. Conhecida como a maior feira equestre do mundo, o evento já foi uma porta de entrada para criadores brasileiros mostrarem seus produtos à Europa. Quem andou mais na frente nesse processo foi o Mangalarga Marchador, que criou até um núcleo de criadores naquele país. Todo o investimento, porém, hoje se mostra praticamente perdido. Com as fronteiras fechadas, pouco há o que se fazer, a não ser passear e ver como o mundo lá fora é bem diferente.

A tarefa de fazer frente às exigências de exames equivocados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) tem ficado restrita a poucos abnegados. Embora o problema atinja todo o segmento, só mesmo quem sentiu na pele os prejuízos de ter suas porteiras fechadas arbitrariamente têm se mobilizado sobre a questão.

Não seria o caso de perguntar às entidades chamadas de “protetoras dos animais” por que não questionam o MAPA sobre o sacrifício de animais sem ter, ao menos, um exame 100% eficaz no diagnóstico da doença? A resposta é simples: se nem o setor se mobiliza, por que quem não tem noção do que seja isso iria fazê-lo?

Está mais do que na hora de um entendimento melhor da “comunidade equestre” sobre esse grave problema chamado Mormo. Este é o momento! Com novo governo e novas perspectivas, abre-se uma nova oportunidade para trazer à questão ao debate e questionamento. O certo é que, se não houver mobilização e pressão, tudo continuará como está. E isso não é bom para ninguém. Nem para quem cria e muito menos para os cavalos!

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