07-Jan-2021 14:24
Veterinária

MICOTOXINAS, o perigo oculto

Os fungos podem se desenvolver nos grãos e nas rações, bastando apenas que se tenha condições favoráveis para seu desenvolvimento.

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Os fungos podem se desenvolver nos grãos e nas rações, que apresentam em sua composição o milho, diversos tipos de farelos, sorgo, aveia etc., isto é, desde o campo até o cocho, bastando apenas que se tenha condições favoráveis para seu desenvolvimento.
O crescimento de fungos a campo ocorre devido a estiagens periódicas durante o desenvolvimento das plantas, chuvas na época das colheitas, problemas na estocagem, entre outros. Além desses, outros fatores como o pH, taxa de oxigenação, grau de contaminação, condições físicas dos grãos e infecção por insetos também favorecem a presença desses organismos. À medida que se desenvolvem, ocorre a produção de metabólitos secundários tóxicos, que são as micotoxinas.

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O crescimento de fungos a campo ocorre devido a estiagens periódicas durante o desenvolvimento das plantas, chuvas na época das colheitas, problemas na estocagem, entre outros
A denominação micotoxina surgiu em 1962, após um surto de mortalidade ocorrido na Inglaterra, em perus que consumiram torta de amendoim proveniente do Brasil e da África. Constatou-se, posteriormente, que o causador das mortes teria sido um metabólito secundário produzido pelo fungo Aspergillus flavus.
Estudos têm revelado a existência de, pelo menos, 400 tipos diferentes de micotoxinas. São moléculas com estruturas que variam de simples anéis heterocíclicos (peso molecular de até 50 Dalton) a grupos de 6 a 8 anéis heterocíclicos irregularmente dispostos (peso molecular total > 500 Dalton), que não apresentam imunogenicidade. Algumas são extremamente letais, como a T2, usada como arma biológica.
Os diversos efeitos tóxicos devem-se às diferentes estruturas químicas das micotoxinas, influenciados pelo fato de serem ingeridas por diferentes organismos animais e também pela diversidade de espécies, raça, sexo, idade, fatores ambientais, condições nutricionais e presença de outras substâncias químicas.
Os equinos apresentam níveis de tolerância às micotoxinas muito menores do que os demais animais de produção, ou seja, são menos resistentes aos danos causados por elas. Para fumonisinas, por exemplo, enquanto as aves suportam 30ppm e os suínos 20ppm, os equinos não toleram níveis acima de 5ppm. Além disso, no geral, são animais de alto custo e difícil reposição, uma vez que apresentam habilidades individuais para determinadas atividades (esportes, reprodução, etc.).

Danos aos equinos

A intensidade dos danos causados pelas micotoxinas depende da quantidade ingerida pelo cavalo. Alguns problemas podem surgir de imediato e outros a longo prazo. Alguns animais podem apresentar diminuição do desempenho atlético ou da capacidade de reprodução, além de outros sintomas, como redução do consumo de alimento e perda de peso. Porém, há sintomas graves que podem ocorrer. Recentemente, um caso de intoxicação por Ocratoxina no Estado de Goiás causou a morte de um garanhão e uma égua. A Ocratoxina afeta principalmente os rins (nefrotoxicidade), podendo levar a falência do órgão. Causa imunossupressão, deixando o animal mais susceptível a doenças, danos no fígado (hepatotoxicidade) e, ainda, pode ser considerada uma substância cancerígena.
Para reduzir os riscos, o uso de adsorventes na alimentação desses animais é bastante válido. O aditivo adsorvente assegura que a toxina será eliminada pelas fezes, reduzindo consideravelmente a absorção desses metabólitos pelos animais. Há, ainda, aditivos adsorventes de micotoxinas que possuem em sua composição protetores hepáticos, protegendo o fígado e, consequentemente, todo o organismo animal.

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O uso de adsorventes de micotoxinas de amplo espectro, como o YES FIX-HP, consegue, através de uma combinação de seus vários componentes, ser muito eficaz no combate às micotoxinas, pois a maioria dos adsorventes só usa alumínio silicatos que são, basicamente, eficazes somente contra Aflatoxina.
O beta-glucano, importante componente do YES FIX-HP, derivado da parede de cepas especiais de leveduras, é um adsorvente natural fundamental no controle das mais diferentes toxinas, que age, também, estimulando o sistema imune.
Possui em sua composição extrato de cardo mariano. O extrato de cardo mariano, também conhecido como silimarina, é um importante agente hepatoprotetor que, junto do selênio levedura, enriquecem o YES FIX-HP, tornando-o a melhor opção para manter o seu cavalo protegido contra as micotoxinas, o perigo escondido e selênio levedura.
Outro produto como GLUCAN-MOS, também derivado da parede celular da levedura, possui mananooligossacarídeos que auxiliam no controle de patógenos como E. coli e Salmonellas, além de servir como substrato às bactérias benéficas presentes do trato gastrintestinal do animal, melhorando o aproveitamento dos nutrientes da dieta, além de deixar os animais mais resistentes aos desafios patogênicos através da produção de ácidos graxos de cadeia curta, que ajudam no combate de patógenos de forma mais natural através da imuno-modulação.
Na tabela acima estão as principais micotoxinas que acometem os equinos, os fungos produtores, os sintomas em equinos e os níveis de tolerância. (Artigo publicado na edição 83 da Revista Horse)

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Roberto Valeixo

Roberto Valeixo

Engenheiro Químico com mestrado em Fermentação e Destilação na Escócia - Heriot Watt University (Biotecnologia) Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da YES (YESSINERGY DO BRASIL) - www.yes.ind.br
e-mail: [email protected]

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