22-Out-2019 11:31 - Atualizado em 22/10/2019 15:09
Saiu na Horse

O diagnóstico do Mormo

Veja 10 motivos para ler a entrevista Walnei Paccola, um dos mais renomados cirurgiões de equídeos do Brasil, na nova edição da Revista Horse

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Edição 119

O médio veterinário Walnei Miguel Paccola, 54 anos, é considerado um dos maiores especialistas em cirurgias em equídeos do Brasil. E não é por acaso. Com 33 anos de atuação profissional, já realizou algo em torno de 4 mil operações só de casos de cólicas. Somados a outras patologias, os números saltam para 7 mil. Grande parte desse trabalho foi realizado à frente do Hospital Equicenter, que comanda desde 1986.

Na entrevista publicada na edição 119 da Revista Horse, em circulação nas bancas e livrarias, o cirurgião faz uma imersão profunda e traz à tona diversos pontos que merecem ser melhor discutidos por toda a comunidade do cavalo no Brasil. Veja 10 destaques da entrevista publicada na nova edição da Horse: 

1. O que posso dizer com segurança é que um hospital, seja de humano ou veterinário, é um local de apoio amplo e irrestrito. Inimaginável você precisar de assistência e ser negada por discriminações de natureza secundárias. O conceito de acolher sempre está na minha essência. 

2. O Brasil tem postura e legislações diferente do resto do mundo. Nós nos autoproclamamos o “País do Mormo”. Colocamos um selo nos nossos cavalos perante o mundo...O que fizemos! Existem inúmeras formas de você refletir sobre o assunto, todos confluindo na mesma conclusão de que não existe a doença Mormo no Brasil como se apregoa

3. Ao longo dos anos, foram muitos equinos que morreram em centros veterinários. Por que nenhum patologista diagnosticou em laudo, cavalos com Mormo dentre esses óbitos? Por que nenhum ser humano foi registrado com Mormo em todo este tempo? Por que nenhum gato, cão ou outros animais que convivem em haras, nunca tiveram Mormo? Por que somos o único país do mundo a ter essa cruel legislação que busca pelo Mormo?

4. Veja o contingente de profissionais que lidam de forma intima com equinos diariamente: veterinários à palpar éguas, cavaleiros, ginetes, tratadores, ferreiros etc. Será que pelo menos uma destas pessoas não deveria ter sido infectada? 

5. Entendo que existam vários agentes “impostores” que se confundem com a bactéria do Mormo, além dos complicadores nos testes. Podemos ter desde agentes não patogênicos, até muito mais patogênicos que o próprio Mormo. Ou seja, além do equívoco do Mormo ter várias raízes, vejo que estamos deixando de lado doenças extremamente perigosas, que merecem mais atenção que o próprio Mormo.

6. Nosso país trabalha com técnicas não validadas pela OIE e isto é gravíssimo. A mesma coisa que tratar de uma doença, com um remédio que ainda não foi devidamente testado e aprovado pela Anvisa

7. A diferença que vejo do Brasil com relação a outros países com relação ao Mormo é que, enquanto aqui queremos ter o Mormo, nos outros países eles sabem que não sabem e não querem polemizar o assunto. De forma respeitosa e cuidadosa, protegem o cavalo, o criador e seu país.

8. Entendo que só existe uma doença infecciosa se existir um agente infeccioso. Para existir o Mormo, tem que existir a Burkholderia mallei. Comprovar a existência desse agente é nossa obrigação! Enquanto isso, o cavalo é inocente. 

9. No caso do Mormo, invertemos as posições para chegar à conclusão. Começamos pelos exames sorológicos para justificar o diagnóstico. 

10. Respeito nossa classe e nossos órgãos oficiais, mas vejo-os omissos. Reticentes em ouvir o outro lado dessa mesma história. Não oferecem espaço para o contraditório. Existem pessoas compromissadas com o cavalo e existem pessoas compromissadas com a doença do cavalo.

LEIA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA DE PACCOLA NA NOVA EDIÇÃO DA HORSE . Para assinar com desconto especial, use o CÓDIGO PROMOCIONAL - amocavalos - neste link www.revistahorse.com.br/assine

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