17-Mar-2020 09:40 - Atualizado em 17/03/2020 09:51
Entrevista

O sessentão das pistas

O bi-campeão olímpico Luiz Felipe de Azevedo vence sua primeira prova após completar 60 anos de idade 

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Superar obstáculos sempre foi um desafio na vida do cavaleiro olímpico Luiz Felipe de Azevedo, seja nas pistas ou na metáfora fora delas. Ainda jovem, teve de enfrentar a desaprovação da família de sua futura esposa e provar que ser um cavaleiro profissional poderia lhe render uma carreira de sucesso. Fez mais que isso. Não só foi um incontestável vitorioso como também formou genética de campeões no hipismo, com os filhos Luiz Felipe de Azevedo Filho e Luiz Francisco de Azevedo. Atualmente, ambos moram na Bélgica e são cavaleiros profissionais reconhecidos internacionalmente. Ainda tem mais uma filha, Roberta, que embora fosse uma promissora amazona, seguiu carreira em outra área.
De personalidade forte, combativo e determinado, Felipinho, como é conhecido no meio hípico, também enfrentou os poderosos até se tornar um dos maiores vitoriosos cavaleiros brasileiros. Em sua propriedade em Miguel Pereira, na região serrana do Rio de Janeiro, tem várias salas com mais de cinco mil troféus, frutos das conquistas de uma carreira de mais de 50 anos. Entre elas, duas medalhas de bronze olímpicas de Salto por equipe: em Atlanta, em 1996, e Sidney, em 2000. Felipinho também ainda guarda o recorde brasileiro e italiano de Salto de Potência, com 2,32 metros, conquistado no mudo de Piazza di Siena, em Roma, em 2002.
Mas qual seria sua maior conquista? Felipinho responde, bem-humorado: a última, realizada no inicio de novembro, na Sociedade Hípica Brasileira, no Rio, na categoria Senior Top. “Foi a minha primeira vitória em uma prova top realizada após completar 60 anos”, justifica. Satisfeito? Obviamente que não. Em plena forma, o mais antigo cavaleiro brasileiro em atividade acredita que tem ótimas chances de disputar uma vaga na equipe brasileira para as Olimpíadas de 2016, no Brasil.
Para isso, defende a bandeira de que as seletivas sejam realizadas no Brasil. “Por que não realizar uma prova de dois finais de semana e ver quem são os melhores dentro da pista”, argumenta.
Este e outros assuntos estão nesta entrevista concedida exclusivamente à reportagem da Revista­ Horse, durante visita ao seu haras e centro de treinamento Amoranda. Lá, Luiz Felipe de Azevedo vive como a esposa Elisabeth, se deslocando de charrete, cavalos de sela e com animais soltos ao entorno de sua casa. Uma autêntica vida de cavaleiro.

Como começou seu envolvimento com cavalo?
Desde criança tinha uma fascinação pelos cavalos. Quando tinha uns nove anos, em 1962/63, meu pai e uns amigos que já montavam, o Jânio Pareto e Geraldo Sá, me levaram para a hípica. Fui apresentado a essa égua que hoje dá nome ao meu haras, Amoranda, e começamos uma história que rendeu inúmeras vitórias.

Dizem que todo cavaleiro tem um animal especial na sua vida. Essa égua é a mais especial para você?
Todo cavaleiro tem fase e esse meu período de criança foi tão marcante que dei o nome da égua ao haras. Tive dezenas de cavalos que me marcaram fortemente, que são representados pelo MC Tambo Nuevo, da Coudelaria do Marcelo Malzone. Foi um cavalo que mudou a história do hipismo na América do Sul, pelos resultados que obteve na Gira e no campeonato do mundo em 1982. Ele ganhou o cinquentenário de Roma, disputou finais de copas do mundo, ficou entre os 20 primeiros do mundial, enfim, um cavalo excepcional, que até hoje é muito forte na minha vida. Não posso desprezar o Faraohn, cavalo que me deu a possibilidade de competir nas Olimpíadas de Atlanta. A Cassiana Joter, o animal que montei em Atlanta e, finalmente, o Ralph. Tem também uma égua que até hoje está comigo, não presente fisicamente, que é a égua de ouro do Haras Amoranda. Na verdade, é uma égua BH (Brasileiro de Hipismo) da criação Joter, mas que é a base de minha criação. Com ela bati o recorde de altura 2m32cm na Itália, Silverlandin Joter. Um animal que representa bem os outros que me fizeram feliz.

Qual é a sua maior conquista?
A última, sábado na hípica, foi bonito. Fomos em seis cavaleiro para o desempate. Estava com um cavalo novo, o FAPE Quolibri, e consegui fazer uma boa pista. Foi a primeira prova top que ganho com 60 anos. Mas tive muitas conquistas e muitas pessoas me ajudaram: Aparecido Guimarães, Helio Pessoa, Heraldo Grillo de Sousa. Em especial, tenho de citar o Roberto Marinho, que me deu uma visibilidade monstruosa no hipismo, razão pela qual sou muito grato e tenho um grande respeito.

Como foi a sua ligação com o Roberto Marinho?
Foi a melhor possível. Estava em São Paulo em 1975, quando a primeira equipe do Brasil ganhou da Argentina. Era eu, Alfinete, Joper e Romeu. Nós ganhamos e realmente foi uma beleza. Depois disso, doutor Roberto comprou o cavalo com que montei no Sulamericano e me trouxe de volta para o Rio de Janeiro. Trabalhei seis meses como funcionário e depois resolvemos que era melhor continuar montando e trabalhando como um homem de confiança na compra dos cavalos. Realmente tive o prazer de servir excelentes cavalos a ele. A Miss Globo, por exemplo, foi minha e do Ricardo Pimentel. Depois vendemos ao Dr. Roberto, que me deixou montando e se tornou uma égua que está entre os cavalos inesquecíveis da minha vida.

Como foi a conquista das Olimpíadas? Você foi decisivo...
Todo mundo foi decisivo, pois os quatro somaram pontos e ficou muito bem distribuído. Agora, a guerra foi antes. Esse sistema de fazer eliminatória na Europa sacrifica demais os cavalos, toda hora tendo de saltar concurso grande. Você não está competindo contra o francês, americano, italiano. Você está competindo contra o seu colega de equipe. Então, como é que consegue ter união na equipe agindo dessa forma? Fica uma guerra... Mesmo assim, o brasileiro é capaz de superar tudo e nós conseguimos criar na equipe um clima de vitória. Embora tenha sido duro lidar com o clima de terror que tomou conta da equipe e brigas. Tudo extra pista.

Como foi administrar tudo isso?
Dificílimo. Da forma que é fica impossível não entrar em conflitos de interesse. Por mais que a pessoa seja idônea, é impossível. Em Sidney, a equipe se uniu, resgatamos o ambiente de Atlanta (olimpíada anterior, de 1996) e todos juntos, conseguimos amenizar os conflitos e se envolver com o objetivo de ganhar alguma coisa, tanto que fizemos um desempate primoroso, principalmente da minha parte.

Como foi sua participação nesse desempate?
Não vou ficar aqui bancando a “santa puta” ou falso modesto. Humildade em certos momentos é virtude para quem não tem outra. Foi a melhor prestação que tive em minha vida, digna de uma medalha.

Como foi?
Foi uma loucura e quase ninguém sabe disso. Fui o primeiro a entrar na pista no desempate. Era o mais velho da equipe e na hora que o francês bateu, nossos cavalos já estavam na cocheira, ligados, sem sela, sem cabeçada. Quando anunciaram o desempate, meu filho saiu correndo como louco, pois era tudo longe, e avisou todos os nossos tratadores. Logo em seguida já veio com meu cavalo encilhado pela estrada. Montei e fui colocar o rampão (antiderrapante) na pista de distensão. O rapaz do paddock me mandou entrar por causa da televisão. Disse que não iria entrar: “Tem televisão, mas vale uma medalha e não vou entrar”. Acabei de distender rapidamente, no improviso. Quando estava indo para o paddock, o Neco veio junto com o Alfinete e falou: “Tigrão, Tigrão, vai devagar”. Eu falei: “Ah Neco, vou falar uma coisa pra você: se tem alguém nessa equipe que pode correr sou eu. Vou enfiar o pé na b...(impublicável). Falei assim mesmo. Entrei e mandei ver. Acho que todos os cavalos que passaram em minha vida e todos meus amigos que um dia me ajudaram, mesmo em outro plano, estavam ali. Foi uma façanha...

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Felipe à frente do retrato de Tambo Nuevo, antigo parceiro de pista
Na quebra de recorde de Salto em altura com a égua Silverlandin, em Roma, também foi uma façanha?
Sim. No recorde com a Silverlandin, já havia dito para os meus filhos: essa égua já não pode mais saltar potência, mas se algum dia eu for saltar, vou em uma velocidade que ninguém vai acreditar. passaram-se seis meses, veio a chance de saltar potência em Roma. Aí fiquei na dúvida e decidi pular. Foi uma emoção. Na passagem de 2m32, minha mulher chorava e pedia para eu não entrar mais. Sabe que tenho uma carta do Piero d’Inzeo, um dos maiores cavaleiros de todos os tempos. Ele diz assim: caro Felipe, com a amizade de sempre, venho agradecer por ter nos ensinado a afrontar um muro de 2m32 praticando a vera equitação. É recorde até hoje: 2m32. Mas infelizmente a associação de criadores, da qual eu faço parte, não dá muito valor a esse resultado, pelo menos é o que tenho visto nas publicações. Da mesma forma que não divulgam os resultados de Lorde Hiter, o melhor cavalo classificado em campeonatos do mundo de sete anos, melhor resultado de um cavalo BH até hoje.

Por que acha que há essa falta de interesse em divulgar esse tipo de informação?
Só pode ser raiva da vitória. Tem vitória que são publicadas com um quarto ou sexto lugar, agora penso que só pode ser um mal entendido ou deixaram passar. Você tem uma égua BH, mãe de cavalos no Brasil, que é recordista brasileira e italiana de recorde em altura, vários bons resultados na Europa e no Brasil, inclusive ganhou o Agromen, e não divulgam? Não faz sentido. Isso é algo que precisa ser esclarecido.

Você sempre foi um atleta combativo. Como vê hoje a categoria de cavaleiros?
Dei muito murro em ponto de faca, e me cansei. Acho que os cavaleiros estão muito acomodados à situação hoje e quem está incomodado está procurando outro país para saltar. Então o que adianta ficar lutando contra esse pessoal, se você não tem apoio nem da sua própria classe? Meus próprios filhos pensam de maneira diferente ou estão aceitando a situação. Não são como eu quando comecei a montar profissional. Na época, não tinha profissional no Brasil, era uma guerra. Hoje, os pais pagam para os filhos tornarem-se profissionais. Antigamente, era uma vergonha ser profissional. Eu mesmo fui discriminado. A mãe da minha mulher não queria que casasse com ela, porque achava que era um vagabundo que montava a cavalo.

Mas você provou o contrário e hoje é um cavaleiro reconhecido e respeitado.
Não posso me queixar de nada. Tenho uma família linda, cavalos que crio, uma égua que pode ser um animal diferente, que é a Silver Lady Amoranda. Este ano, ela fez 11 percursos e, no meio deles, o campeonato carioca, do qual foi vice-campeã sem tocar no pau. Nunca fez uma falta em prova. Eu que fiz, criei, domei. No Brasil, sou velho, porque é um país novo. Na Europa, sou novo, porque são países velhos. Está provado que eles são mais fortes do que eu fora da pista, agora não está provado que são mais fortes na pista. Dentro da pista nada me mete medo.

De onde vem tanta confiança?
Dos meus resultados, da minha vida e trajetória. Por que não ter confiança? Eu não seria nada se não fosse o cavalo. O cavalo para mim é o complemento do meu corpo. Preciso do cavalo que nem preciso da água, do ar. Cavalo para mim é tudo.


Você optou por um sistema diferenciado. Seu haras não é um padrão de criatório de cavalos de hipismo. Por que isso?
Nada que eu faço é no padrão; tudo fora de padrão. Porque o padrão das pessoas é diferente do meu. Não adianta ter garanhão bom se não tiver uma égua boa para fazer a cruza. A vida inteira eu fiz cavalos dos outros saltarem, agora vou fazer os meus. Os meus e de quem quiser fazer comigo. Agora estou formando um programa “seu cavalo, sua vida”. O cara pode vir criar comigo, ter seu piquete. Pode ter um ou dois cavalos sem ter a aporrinhação de ter um haras.

E o fato de o cavaleiro formar seu próprio cavalo?
O cavaleiro se ilude quando pensa que vai encontrar o cavalo. Na verdade, quem acha o cavaleiro é o cavalo. O cavaleiro procura o cavalo a vida inteira e um dia vai tropeçar e achar o cavalo da vida dele. Quanto a formar cavalo, vai ser sempre uma polêmica muito grande no mundo inteiro. Como nós temos uma facilidade para as pessoas comprarem cavalo, elas vão sempre preferir comprar um cavalo pronto do que investir no trabalho. Essa é uma grande problemática dos haras. Tem que se investir na mão-de obra de base para chegar no cavalo bom. Não adianta ficar fazendo curso se o cara recebe um salário que não dá pra viver. É complicado fazer cavalo.

O Neco (Nelson Pessoa) disse certa vez à nossa reportagem que o problema do Brasil é a “má-formação” dos cavalos.
Essa generalização do trabalho do cavaleiro brasileiro eu não estou de acordo. Porque se você for na França, tem cavalo que nem muda de pé na massa. Então vou dizer que lá eles não sabem trabalhar cavalo? Na Bélgica não sabem trabalhar cavalo? Têm cavaleiros nossos dando aulas no mundo inteiro e como não sabem trabalhar cavalo? O que acontece é que não está valendo a pena para um cavaleiro trabalhar um cavalo, visto que ele não recebe o suficiente. Ele tem medo de que quando o cavalo fique bom, tirem o cavalo dele. E aí ele nem vai ganhar dinheiro e nem vai aproveitar do trabalho ao qual se dedicou. Os haras devem dar mesmo os melhores cavalos para os melhores cavaleiros do Brasil, para que venham a ter essa equipe tão sonhada tirada no Brasil.


O que acha da justificativa de dizer que na Europa, por exemplo, o nível de competição é alto, grandes prêmios praticamente toda semana?
Vai saltar um grande prêmio toda semana? Não vai. Vai saltar todo mundo junto em um mesmo concurso? Não vai. Vai saltar um lá e outro aqui, então como julgar qual é mais difícil? Qual é o grau de concorrência? Nunca vai ser igual. É um sistema complicado, mas todo mundo aceita e eu também aceito, o que posso fazer? Porém, não gosto. Acho que o que está faltando hoje ao hipismo brasileiro é respeito às nossas competições. Tem que trazer a eliminatória para o Brasil, trazer os cavaleiros brasileiros para competir aqui. Eles vão saltar na China, Rússia, Alemanha? Salta aqui uns dois finais de semana. Quem classificar, classificou. Faz em SP, que tem uma praça maravilhosa. Por que continuar com essa relutância de trazer o hipismo para o Brasil? Enquanto for assim, vai haver essa debandada. O Fábio Leivas, por exemplo, vai saltar pela Bulgária. A Luciana Diniz, Felipe Guinato e Ivan Camargo, estão por Portugal e Cacio Rivet pela Ucrania, E assim vamos perdendo nossos grandes cavaleiros.

O que você acha fundamental para a boa formação do cavaleiro?
Que não abandone a escola do Brasil antiga. A escola que foi implantada por Hermes Vasconcelos, Renildo Ferreira, Moro Coelho, Capitão Rabelo, Nelson Pessoa. O cavaleiro tem que aprender a trabalhar o cavalo com noções básicas de adestramento e o resto é convivendo com quem sabe fazer melhor. E aí vai o sentimento de cada um. Porque até onde você vai levar o seu cavalo, depende muito de como você consegue entrar no equilíbrio do animal e entrar no coração dele para que cresça.

Qual foi a grande lição que aprendeu?
Tudo o que o cavalo te dá em um ano, te tira em um dia. Cavaleiro que acha que já é, dançou. Quando você monta no cavalo tem que se despir de qualquer sentimento de vaidade, tem que deixar seu espírito se unir ao cavalo.
Dessa experiência toda que você tem, o que costuma falar nas suas clínicas, qual é sua grande mensagem que passa para os novos cavaleiros?
Respeitar o cavalo, respeitar o esporte, dar valor ao que está fazendo, dar valor ao cavalo, seja ele qual for. Tem que trabalhar o cavalo e dar chances para ele se mostrar. Às vezes, o cavalo tem uma porção de deficiências, mas tem uma qualidade. E meu conselho é esse: desenvolva as qualidades que os defeitos ficam menor. Tanto no homem quanto no cavalo. Muitas vezes você corrige um defeito, mas cria outros tantos.

O que houve em 2007 no Panamericano, quando entrou com uma ação contra a CBH?
Nós tínhamos apoiado o nome do presidente para CBH, baseado em um projeto, no plano, entre eles de dar mais importância aos cavaleiros e cavalos do Brasil. E isso era o combinado, mas mudaram a regra, mudaram tudo. O presidente era o Maurício Manfred. Hoje ele voltou a ser meu amigo, porque realmente exagerei nas reivindicações, fui mal assessorado.

Hoje você reconhece que exagerou naquela ação?
Sim. A briga foi válida, mas pisei na bola na maneira como foi feita. A causa era justa, mas a maneira foi equivocada. O que está feito está e tem que assumir. Hoje, defendo a mesma causa, de maneira diferente. No calor da briga, nos interpretamos como uma traição e reagimos de uma forma errada.

Acha que sua postura questionadora e combativa prejudicou sua carreira?
Para muitos, pode parecer que prejudicou, mas se não tivesse feito o que fiz iria ser só mais um. Tive de lutar, de reivindicar e continuo igual. Só que agora tenho 60 anos e reivindico de forma diferente, defendendo a classe e o esporte, mas os maiores interessados nisso não compraram a ideia. O que aconteceu nos últimos 15 anos, desde formação de equipe, até inscrição em provas e credenciamento de cavaleiros para o Brasil, foram barbaridades absurdas. Se acham que me prejudicou, imagina para outros que não reivindicaram nada e não ganharam medalha. Tenho várias medalhas no peito. Agora, financeiramente, sim, me prejudicou. No hipismo tem um problema sério: você só é amigo se disser sim; se disser não, já não é mais olhado com os mesmos olhos. Mas não me arrependo não.

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Luiz Felipe com os dois filhos, Felipinho e Francisco Azevedo: genética de cavaleiros
Qual é a sensação de competir com seus filhos?
É maravilhoso. As duas emoções no esporte que foram mais gratificantes, que mais chegaram perto das Olimpíadas, se não foi até mais forte, foi o zero falta do Felipinho na copa das nações em Roma, e o Campeonato Brasileiro e Campeonato Americano do Francisco Junior no Brasileiro de Júnior. Era o único título que faltava na família e o Francisco foi lá e ganhou. Foi muito bacana. Agora, na hora que você está na pista, procuro fazer o meu melhor, mesmo competindo contra os meus filhos. Se teu filho te superar, é gratificante, porque você sabe que você deu o máximo que podia. Perdeu, mas perde para o filho seu, ou seja, perdeu o atleta, ganhou o mestre, o pai. (Entrevista publicada na edição 62 da Revista Horse)

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Luiz Felipe de Azevedo

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O bi-campeão olímpico Luiz Felipe de Azevedo vence sua primeira prova após completar 60 anos de idade

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