24-Jun-2020 13:32 - Atualizado em 27/06/2020 14:22
Internacional

O Templo equestre chinês

Localizado em Jiangyin, concentra uma série de atrações, como o Pégasus Aqua City, picadeiros gigantescos e único museu com cavalos vivos do mundo

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Horse
              
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Capa da edição 105 da Revista Horse, de maio de 2018Solange Mikail
O mundo todo sabe que a China tem a mais longa tradição cultural do mundo, que remonta pelo menos ao terceiro milênio a.C. Dentro desse contexto, os cavalos sempre estiveram intimamente ligados, com participação das mais importantes ao longo da evolução do país. Um desses exemplos são as estátuas dos soldados e cavalos de Terracota, uma das obras mais incríveis da história da humanidade.

                Elas representam um exército de cerca de oito mil soldados, cavalos e carruagens de barro esculpidos por artesãos, por ordem do primeiro imperador chinês, Qui Shi Huang, há mais de 2.200 anos. E o que é impressionante, é que nenhuma das estátuas é igual a outra.

                Foi o imperador Huang quem unificou a China e deu início à construção da muralha que tornaria o país conhecido em todo o planeta, ordenou a execução desse exército para a proteção de sua tumba após morte. Milhares de anos depois, os chineses continuam dando exemplos de reconhecimento, investimentos, ousadia e valorização dos equinos.

                Tanto que construíram um museu, o Horse Culture Museu, cuja arquitetura lembra o Palácio imperial de Hofburg, sede da alta escola equestre de Viena. Investe em várias frentes para valorizar sua cultura equestre e, sobretudo, alinhar o hipismo chinês, até então distante, aos principais países do mundo.

                Um bom exemplo de como isso vem ocorrendo na prática está em Jiangyin, cerca de 120 km de Xangai, onde encontra-se o maior complexo equestre do país. Foi construído pelo grupo Heilan, ligado a indústria têxtil e conta com centros de treinamentos, hotéis de luxo, centro de performance, um shopping e ainda o Museu da Cultura Equestre. Um local que oferece treinamento eqüestre, performances, competição e serviços recreativos.

                São quase 31.000 metros quadrados de área construída, divididos em quatro pavimentos com inúmeros atrativos para o público. No subsolo encontra-se a Collection Gallery, a coleção de arte equestre, onde o cavalo pode ser apreciado na concepção de diversos escultores e a coleção de carruagens antigas, incluindo cerâmica vidrada tricolor da dinastia Tang, guerreiros de terracota e modelos de carruagens antigas.

                Já no piso térreo, o visitante encontra o Horse Gallery, com 47 raças de cavalos, provenientes de 30 países e regiões, exibidas em estábulos luxuosos voltados para um pavilhão de mármore, de onde o público pode interagir com os animais. Tudo feito com muito luxo, requinte e claro, bom gosto.

                O primeiro andar, abriga os cavalos do Heilan International Equestrian Club, exibe 47 espécies raras de cavalos de mais de 30 países e regiões, um recorde mundial do Guinness. Os visitantes podem acessar este andar gratuitamente. O segundo andar leva a uma galeria de tempo, onde eles podem aprender sobre o nascimento e o desenvolvimento de cavalos, como os cavalos encontraram a civilização humana e como foram usados ??em atividades desde a agricultura até a luta em muitas eras e regiões. Tecnologias modernas, como filme 4D e sensores automáticos, são usadas neste andar.
  
                Tendo um verdadeiro palácio como lar, os moradores (cavalos) à mostra só poderiam estar sempre impecavelmente “vestidos” para o público. Alguns exemplares têm suas crinas trançadas ou estilizadas em ondulações, dando um charme especial. Vivem em estábulos comuns, mas quando aparecem para o público, ficam em luxuosas plataformas com piso em mármore.        

                O museu palaciano é decorado com muito requinte e bom gosto, escadarias espaçosas e atapetadas, lustres, estátuas incríveis, tetos dourados e ainda um shopping center. O último pavimento conta a história do Grupo Heilan durante os seus 30 anos de existência naquele país e patrono do maior projeto equestre daquele país.         

                O Centro Equestre abriga aproximadamente 400 cavalos, onde o esporte principal é o Adestramento, mas o Salto e a Atrelagem também são modalidade treinadas diariamente. São dois enormes picadeiros cobertos, cada um deles dividido em várias pistas, para que animais, treinadores e atletas tenham totais condições de praticarem suas modalidades. 

                               O picadeiro de performance tem 9.000 m2, ricamente decorado com lustres de cristais e obras de arte de fazer inveja a muitas galerias. As performances acontecem sempre aos sábados, no período noturno, constituindo no grande evento da semana. O maior reconhecimento do Helian Equestrian Club veio no dia 6 de janeiro de 2014, quando entrou para o Guinness Book of World Records, como o maior show de Dressage do mundo, com 60 cavalos, sendo 30 pretos e 30 tordilhos, montados por 60 amazonas durante 6 minutos e 27 segundos.

                Outra atração bastante admirada pelo público é a estátua do cavalo alado Pégasus, que se encontra na gigantesca torre, localizada no centro do complexo. Todas as noites, entre 19h e 19h30, acontece um show de águas e luzes coloridas, contrastando com a imagem do equino imortal da mitologia grega.
               
                O investimento inicial estimado para o clube é de cerca de US$430 milhões), mas os visitantes do Heilan Equestrian Club, não precisam ficar com inveja do luxo reservado aos equinos: o centro tem seu resort onde homens e mulheres também podem desfrutar de luxo e conforto.                

                Com todo investimento que vem fazendo na infraestrutura, nas instalações, animais e treinamento, a China caminha a galope para se posicionar na linha de frente dos esportes equestres. E aguardar para ver. Dinheiro, potencial e estrutura os chineses tem de sobra. Quer conhecer um pouco mais sobre o Museu, acesse AQUI
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NOTA: Solange Mikail é médica veterinária e esteve na China para participar do World Equine Veterinary Congress, congressso da Associação Mundial de Veterinários de Equinos, realizado em Beijing, entre 21 e 23 de abril. Além dela, do Brasil participaram Luiz Claudio Lopes, Raquel Bacccari (da USP), Pedro Michelotto (Paraná) e João Pedro Pfeifer.

 

Por Solange Mikail, especial para a Horse/ Fotos: Solange Mikail
Solange Mikail

Solange Mikail

é veterinária, proprietária do Espaço Equus e especialista em Termografia veterinária

E-mail: [email protected]

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