18-Jun-2020 11:26 - Atualizado em 23/06/2020 17:28
Horse Debates Equestres

Pêga, Pônei e Pampa discutem o presente e futuro do segmento

Quarta rodada da série "Horse Debates Equestres" fecha temporada com debates entre 12 dirigentes de associações de raça

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A Horse Debates Equestres realizou, nesta segunda-feira, 22/6, a quarta rodada de encontros com dirigentes de associações de raça. O programa trouxe como tema “Os impactos do coronavírus e o futuro do segmento equestre, com transmissão ao vivo pelos canais da Revista Horse do YouTube, Facebook e site www.revistahorse.com.br. Estão confirmadas as presenças do presidente da Associação Brasileira de Criadores de Jumento Pêga (ABCJPêga), Aysllan Rodrigues, da Associação Brasileira do Cavalo Pampa (ABCCPampa), Marcos Rezende, e o diretor de Marketing da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei, Felipe Paes Camargos

O debate do dia 22 de junho foi o quarto e último da temporada que já reuniu dirigentes de nove associações de raças de equinos, sempre divididos em blocos de três. A primeira rodada foi realizada no dia 8 de maio, com os presidentes do Quarto de Milha, Caco Auricchio, do Mangalarga Marchador, Daniel Borja, e do Cavalo Crioulo, Francisco Fleck. O segundo encontro contou com as presenças de dirigentes do Mangalarga, Luís Ópice, do Árabe, Rodrigo Forte, e do Brasileiro de Hipismo, Luiz Flores. Já a terceira roda foi composta pelos presidentes do Lusitanos, Ismael Silva, Puro Sangue Inglês, Antonio Quintella, e o vice-presidente do Campolina, José Henrique Salvador. (Veja AQUI)

Um dos pontos de maior consenso nos encontros foi a necessidade de uma maior união entre todas as raças, com o objetivo de atuar conjuntamente frente a questões como bem-estar animal e sanidade dos cavalos (Mormo). Para o presidente da Associação Brasileira do Cavalo Quarto de Milha (ABQM), Caco Auricchio, essa união deveria ocorrer de forma mais “horizontalizada”, envolvendo outras entidades ligadas ao agronegócio nacional. Para outros dirigentes, entretanto, a melhor forma seria a criação de uma entidade “guarda-chuva”, que reunisse todas as associações de raça. “Precisamos ter uma associação que nos represente”, afirmou Luis Ópice, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da raça Mangalarga (ABCCRM)

Praticamente todos concordam que se faz extremamente necessário uma reavaliação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com relação as barreiras sanitárias, que há anos impedem a exportação de cavalos para o exterior, principalmente para a Europa. Entre as alternativas apresentadas, estão a implementação de área de quarentena e um corredor sanitário, a exemplo do que foi realizado na Olimpíada do Rio2016, que permitiu a chegada e saída de cavalos de países europeus.

Embora essa questão já esteja sendo tratadas pela Câmara de Equideocultura Nacional, por meio de seu atual presidente José Carlos Pires, alguns presidentes de associações se queixaram da falta de comunicação da entidade, chegando a afirmar que “não sabiam” de sua atuação. “Nunca fui procurado”, disse o presidente do Mangalarga, Luis Ópice, no segundo encontro. O mesmo afirmou o presidente do Lusitano, Ismael Silva, durante a terceira rodada de discussões.   

Questionado pela Horse sobre as colocações nos debates, o presidente da Câmara de Equideocultura, José Carlos Pires, afirmou as maiores e mais relevantes entidades estão representadas e são atuantes. “Isso não significa que as menores devem ser deixadas de lado, ao contrário, queremos todos juntos, mas precisa haver também um interesse em participar. Acho que assim como eu que poderia ter feito contato com eles, eles também poderiam ter me procurado”, argumentou.

Para o editor da Revista Horse, Marcelo Mastrobuono, idealizador do Horse Debates Equestres os encontros entre representantes de associações de raça estão sendo importantes justamente por trazer à tona alguns entraves que nunca foram discutidos. “Não se trata apenas da Câmara de Equideocultura. O que ficou claro é que havia um distanciamento grande entre entidades que atuam dentro de um mesmo segmento e com muitos objetivos em comum. Muitos dos presidentes nem sequer se conheciam”, constata, destacando que o assunto deve voltar à pauta no encontro do próximo dia 22 de junho. “Estamos muito satisfeitos com os resultados, pois é o primeiro de um processo que deve ser continuado e com perspectivas de bons resultados à toda comunidade do cavalo”, conclui.

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Revista Horse

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