30-Set-2020 10:11 - Atualizado em 01/10/2020 11:26
Veterinária

Primeiros-socorros nas cavalgadas

Saiba como preparar kits de material para imprevistos no manejo do dia a dia e passeios

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Ninguém está livre de ser acometido por imprevistos no dia a dia, afinal acidentes podem acontecer a qualquer momento. Então, nessas horas precisamos manter a cabeça fria e ter um kit de primeiros-socorros sempre à mão.
Na verdade, é estratégico ter dois kits de primeiros-socorros. Um principal, mais completo, que deve ser mantido no estábulo ou na farmácia, e outro secundário, mais simples, que deve ser sempre levado próximo ao cavalo, tanto em passeios, quanto nos manejos e trabalhos a campo.
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O correto é ter dois kits: um principal (que deve ficar próximos às baias) e um secundário (para ser usado a campo)

O kit principal deve ser uma caixa impermeável, capaz de proteger os materiais das mudanças do tempo, umidade e incidência solar, e deve ficar nas proximidades das baias ou estábulo. É fundamental saber utilizar corretamente os materiais, procurando estar sempre preparado e capacitado para o melhor procedimento a ser executado às necessidades do animal e ao imprevisto ocorrido, que podem ser desde pequenos cortes até fraturas.

Alguns materiais básicos que não podem faltar neste kit são: rolo de algodão (ou algodão em bolas), rolo de gaze estéril (ou gaze em compressas), ligaduras (faixas ou bandagens), tesoura de bico curvo, tesoura pontiaguda, spray antisséptico, antisséptico de largo espectro, soro fisiológico, repelente, uma bacia de plástico, garrafa de água esterilizada, sal para lavar feridas, vaselina, termômetro, gelo, óleo mineral, agulhas, luvas, cortador de arame, ferramentas para retirada de ferradura, corda, cabeçada e manual de primeiros socorros veterinário.

Kit secundário

Já o kit secundário, que acompanha sempre o animal e, portanto, deve ser prático e de fácil manuseio, precisa conter itens tanto para o cavalo quanto para o cavaleiro, afinal ninguém sabe quando “vai cair do cavalo”. Este kit pode conter os seguintes itens: canivete, tesoura, limpador de ranilha, ligaduras (bandagens), spray antisséptico, desinfetantes, álcool, garrafa de água esterilizada, algodão, soro fisiológico e luvas de procedimento médico. Números de telefone de veterinários é uma boa sugestão, bem como informações sobre o cavaleiro, sabe-se lá que tipo de imprevisto pode acometer uma pessoa, desde uma queda com inconsciência, até uma alergia a picada de inseto (choque anafilático).

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Em passeios e cavalgadas deve-se levar o kit secundário

Além de ter os kits, também é importante monitorar os materiais, tanto a disponibilidade dos itens, quanto a validade dos que ainda não foram utilizados e dos já manuseados, para que em momento de emergência tudo esteja em ordem. Nunca retire um material do kit sem ser reposto imediatamente. O kit de primeiros-socorros não é o mesmo que o kit da farmácia, este usado corriqueiramente, na rotina de trabalho, sem a pressão de acidentes ou imprevistos.


O seu kit pode ser mais incrementado do que o que foi sugerido, afinal é você quem sabe quais os riscos mais eminentes em sua propriedade. Lembre-se também do termo “primeiros-socorros”, o socorro e procedimentos definitivos devem ser feitos por profissional habilitado. Uma torção pode vir acompanhada de um osso trincado, um corte pode ser profundo e acometer seu animal com tétano. Em se tratando de primeiros-socorros, nem tudo é definitivo, tem que haver uma continuidade.
E lembre-se sempre de lavar as mãos antes do socorro e conter o animal devidamente, pois um cavalo com dor pode ser perigoso. (Artigo publicado na edição 74 da Revista Horse)

Revista Horse
Taciano Couto Guimarães

Taciano Couto Guimarães

é veterinário, formado pela UFMG, especializado em plantas medicinais pela UFLA, clínico veterinário e terapeuta floral para animais

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