25-Set-2020 12:29 - Atualizado em 25/09/2020 15:59
Novo caso de Mormo

"Querem matar o meu cavalo"

Proprietário de animal diagnosticado com Mormo em CTG de Santa Maria (RS) diz que seu animal não sai das cocheiras há um ano. Caso foi à Justiça

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"Coió" está isolado dos demais animais: aguardando desfecho judicial, Mormo,  Santa Maria,  Mapa,  sacrifício de cavalos, Arquivo pessoal, "Querem matar o meu cavalo"
1/4 "Coió" está isolado dos demais animais: aguardando desfecho judicialArquivo pessoal
Direção do CGT Sentinela afirma que todos os demais animais estão negativados para Mormo, Mormo,  Santa Maria,  Mapa,  sacrifício de cavalos, Arquivo pessoal, "Querem matar o meu cavalo"
2/4 Direção do CGT Sentinela afirma que todos os demais animais estão negativados para MormoArquivo pessoal
Cova aberta para o sepultamento de "Coió", Mormo,  Santa Maria,  Mapa,  sacrifício de cavalos, Arquivo pessoal, "Querem matar o meu cavalo"
3/4 Cova aberta para o sepultamento de "Coió"Arquivo pessoal
Alberto Luiz Monego: "Alguém vai ter de se responsabilizar por isso", Mormo,  Santa Maria,  Mapa,  sacrifício de cavalos, Arquivo pessoal, "Querem matar o meu cavalo"
4/4 Alberto Luiz Monego: "Alguém vai ter de se responsabilizar por isso"Arquivo pessoal
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Passam-se invernos e primaveras, e as incertezas com relação ao Mormo continuam a florescer em território nacional. Embora representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmem que “houve avanços significativos” com relação aos exames de diagnóstico, novos casos ainda suscitam dúvidas sobre que “tipo de Mormo” está proliferando em diferentes regiões do Brasil. Um dos mais recentes ocorreu recentemente em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, como mostra o vídeo acima.

O autor do depoimento é o policial Federal aposentado Alberto Luiz Monego, proprietário do cavalo “Coió”, instalado no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Sentinela da Querência, em Santa Maria, onde também hospedam-se cerca de 40 outros animais. Segundo ele, seu “Picasso” está encocheirado há mais de um ano e, ao fazer um exame de rotina recente no dia 21 de agosto, foi diagnosticado com Mormo. 

Questionamentos

Alberto recebeu a notícia com surpresa, desconfiança e uma série de 

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Nota publicada pela direção do CTG no FacebookReprodução
questionamentos, como se vê nos vídeos publicados. Ele garante que “Coió” não sai das cocheiras do Sentinela há cerca de um ano, diferente de outros animais, que participam de “rodeios”. “Há mais de ano ele não sai da sede, sempre com os exames em dia, de Mormo e cia. Só desfilei com ele no ano passado, em 20 de setembro, depois nunca mais encilhei nem saí da sede. Agora faz um exame de rotina e o cavalo aparece com o Mormo aqui dentro das cocheiras...Sabe o que vai acontecer agora? Vão querer sacrificar o meu cavalo, por irresponsabilidade de alguém...”, afirma ele.

O exame de contraprova a que se refere, que à época da gravação do primeiro vídeo não havia sido realizado, também deu positivo. Segundo os protocolos em vigência do Mapa, o próximo passo seria o “sacrifício” do animal. No local, já haviam, inclusive, aberto uma cova. Foi então que o proprietário resolveu recorrer à Justiça, obtendo uma decisão liminar que garante a vida de “Coió” até a realização de novos exames, que ainda estão em andamento.

O dilema sobre o assunto, entretanto, não parou por aí. Além da disputa judicial, Alberto agora enfrenta resistência da própria direção do CTG, que, segundo ele, quer que tire seu cavalo do espaço, com receio que outros animais sejam contaminados. Em nota publicada na página do CTG Sentinela da Querência, a “patronagem” confirma que há mais outros 41 animais no local e que nunca nenhum animal apresentou “nenhum problema de contaminação dos animais”. “O CTG Sentinela da Querência é rígido com os proprietários no sentido de que eles mantenham os exames periódicos de seus animais em dia, para o controle sanitário do local”, diz a nota, destacando que está seguindo todas as medidas legais (veja íntegra da postagem ao lado).   

Alberto, por sua vez, diz que vai lutar até as últimas instâncias para manter “Coió” vivo. “Se por acaso for feito o abate do meu cavalo por causa disso, alguém vai ter de se responsabilizar. Não sei quem, porque não tem cabimento isso. O cavalo não tem nenhum sintoma, não tem nada...Um ano sem sair de dentro das cocheiras, sem encilhar, só comendo e sempre com os exames em dia. Agora querem sacrificar o meu cavalo”, desabafa.

Na última semana, Alberto conseguiu que fosse construído um pequeno abrigo para proteger seu animal da chuva e frio, mas continua isolado e sem contato com outros cavalos da estabulagem. 

A reportagem da Revista Horse está tentando um parecer do Mapa sobre esse caso específico, mas ainda não teve resposta.  

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