24-Set-2019 11:33 - Atualizado em 24/09/2019 16:05
Polêmica

Rio Grande de Sul se distancia da proposta de área livre do Mormo

Casos registrados nas cidades de São Lourenço do Sul e Santo Antônio da Patrulha vão atrasar o Estado na busca pelo status de livre da doença

banners,
Banners

mormo, doença, zoonose, revista horse,
Mormo 2019
Dois novos casos de Mormo registrados nas cidades de São Lourenço do Sul e Santo Antônio da Patrulha vão atrasar o Estado na busca pelo status de livre de Mormo. O protocolo para estabelecer o Rio Grande do Sul com área "livre do Mormo" foi aberto neste ano e seriam necessários três anos sem registros da enfermidade, tendo como ponto de partida 2017, quando foi registrado o último episódio da doenças (Veja AQUI). Com os novos casos, a contagem começa da estaca zero.

Os dois novos casos foram confirmados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com base em exames de Western Blotting (WB), que atualmente utilizado com confirmatório e conclusivo em casos suspeitos da doença. Logo após a divulgação, o Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS) divulgou uma nota atestando que "vê com preocupação os novos casos de Mormo registrados no Estado neste mês de setembro". Na nota, o sindicato se coloca à disposição para unir esforços com demais entidades e corpo técnico do Estado e Federal para contribuir da forma que for necessária para que novamente se faça a retomada da busca pelo status sanitário livre do Mormo, "com rigor total em todas as esferas e cada etapa cumprida com grande empenho de todos os envolvidos nesta cadeia tão importante para o Estado do Rio Grande do Sul", afirma.

A nota também destaca que, desde 2015, quando do primeiro caso registrado em solo gaúcho, o sindicato vem se esforçando no alerta para criadores, usuários e veterinários dos animais no controle e combate à zoonose, que compromete a sanidade dos equinos. "Informamos que estas propriedades encontram-se interditadas e sob vigilância do Serviço Veterinário Oficial desde o momento da notificação às Inspetorias Veterinárias dos municípios, estando proibido o ingresso e egresso de equinos destes locais, até que se encerrem os procedimentos de saneamento", afirma.

Desta forma, o pleito do RS para ser reconhecido como zona livre de mormo fica suspenso, considerando que um dos critérios que deve ser atendido conforme preconizado na IN 06/2018 é de que o estado esteja há pelo menos 3 anos sem registrar nenhum novo foco da doença. O Estado do RS vem tratando do assunto Mormo desde a primeira notificação com extrema transparência e neste processo frequentemente diversas associações e entidades envolvidas com equídeos tem participado de reuniões na Sede da SEAPDR.

Polêmicas

As restrições sanitárias e o sacrifício de animais em razão do Mormo vem gerando polêmica no Brasil desde 2014, quando começaram a surgir novos casos de suspeita da doença. O principal ponto de discórdia é com relação à subjetividade dos exames, considerados por muito especialistas impróprios para a diagnóstico preciso da doenças. Veja abaixo algumas reportagens publicadas pela Horse nos últimos anos:

NO CORREDOR DA MORTE  - FEV/2014

MATANÇA ÀS ESCURAS - NOV/2015

PROCURA-SE SINTOMA DO MORMO - MAR/2016

MINISTÉRIO PÚBLICO INSTAURA INQUÉRITO CIVIL - ABR/2016

O FIM DE UM LEGADO - NOV/2016

ENTREVISTA COM WERNER RIEKES

VEJA OUTROS ARTIGOS E REPORTAGENS CLICANDO "MORMO" NO CAMPO DE BUSCA DO SITE

Revista Horse
Deixe seu Recado