11-Fev-2019 11:16 - Atualizado em 07/03/2019 18:43
Paraequestre

Rodolpho Riskalla briga por uma vaga no Pan

Cavaleiro paraequestre volta às pistas depois de duas medalhas no WEG em busca de vaga no Time Brasil de paraequestre

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Depois de conquistar duas Medalhas de Prata no Adestramento Paraequestre nos Jogos Equestres Mundiais 2018 (World Equestrian Games - WEG), o cavaleiro brasileiro Rodolpho Riskalla garantiu bons resultados no Concurso de Adestramento Internacional 2* Le Mans, parte da programação do Boulerie Jump/ Pole Europeen du Cheval, entre 8 e 10/2, na França. Essa foi a primeira apresentação de Rodolpho montando Don Henrico após a conquista do WEG nos EUA, melhor resultado do Brasil dentre todas as modalidades na competição.

Rodolpho, 34 anos, compete com sucesso no Adestramento Paraequestre e Clássico, inclusive, consta entre os conjuntos observados para formação do Time Brasil nos Jogos Pan-americanos 2019 em Lima, no Peru, onde o Brasil também brigada por uma vaga em Toquio 2020. 

Abrindo a competição de Adestramento Clássico Internacional em Le Mans, em 8/2, Rodolpho com seu Don Enrico foi 7º na reprise St Georges, totalizando 67.618%. Já no sábado, 9/2, a dupla garantiu a 4ª colocação na Intermediate I com 67.235 %, e, finalmente neste domingo, 10, honrou as cores do Brasil com o 5º posto no Freestyle Inter I, 68.533 %. Participaram da disputa, 14 conjuntos provenientes da França, Grã Bretanha, Holanda, Irlanda, Bélgica e Brasil.

"O cavalo foi superbem, eu estava sem fazer prova com ele desde o Mundial, então foi bom para a gente se preparar para temporada. Na St Georges, ele tava um pouquinho tenso e eu tive uns errinhos no galope, mas classificamos mesmo assim. Na Inter I fomos muito bem e nesse domingo, no Freestyle, senti o Don Henrico um pouco cansado e acabamos cometendo uns erros meio bobos. No geral foi muito bom, éramos 14 concorrentes com cavalos bem competitivos", analisa Rodolpho, que já tem sua próxima competição agendada. "Daqui a um mês vou competir em uma prova Paraequestre em Doha no Catar, a convite da organização."

Incrível trajetória de superação

O cavaleiro praticava Adestramento Clássico desde os oito anos. Bicampeão Sul-americano, tricampeão Brasileiro e único atleta do país em uma F.E.I. World Breeding Dressage Championships for Young Horses (2013), Riskalla sonhava em integrar a equipe brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Conseguiu, mas na Paralimpiada, em uma historia de coragem e superação.

Em 2015 Riskalla estava estabelecido em Paris e duas semanas após uma vinda ao Brasil devido ao falecimento de seu pai contraiu meningite bacteriana. A luta pela vida foi intensa, inicialmente fazendo tratamento em São Paulo e depois em Paris, onde teve que amputar a parte inferior das duas pernas, a mão direita e parte dos dedos da mão esquerda. A enfermidade não o abateu e apaixonado por cavalos e o Adestramento reaprender a andar e voltou a montar, menos de um ano após ter contraído a doença começou sua trajetória de superação e conquistas, primeiramente integrando o Time Brasil Paraquestre na Rio 2016.

Rodolpho mora em Paris, onde trabalha na Dior e treina com sua mãe Rosangele Riskalla, com todo o apoio de sua irmã a amazona Victoria Riskalla. Já seu cavalo Don Henrico foi cedido pela amazona olímpica alemã Ann Kathrin Linsenhof.

 

Imprensa CBH
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