25-Mai-2021 17:46 - Atualizado em 26/05/2021 08:01
De olho em Tóquio

Rodolpho Riskalla é campeão no Freestyle Paraequestre na Alemanha

Cavaleiro brasileiro, nº 2 do mundo em sua categoria, venceu mais uma grande prova na sela de Don Frederic e é forte candidato a medalha em Tóquio

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Rodolpho e Don Frederic em belo movimento no Internacional na Alemanha Hubert Fischer

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Rodolpho, Don Frederic, Victoria e Rosangele Riskalla: parceria top mundial Hubert Fischer
Se há um candidato forte à medalha no hipismo nacional em Tóquio, este nome é Rodolpho Riskalla. O cavaleiro brasileiro de Adestramento Paraequestre vem somando sucessivos bons resultados e já é apontado como um dos favoritos de sua modalidade. No feriado de Pentecostes na Alemanha, entre 21 e 24 de maio, ele conquistou o Freestyle do Internacional de Adestramento Paraequestre - CPEDI3* em Munique, desta vez na sela de Don Frederic.

Além dos adversários em pista, o conjunto nacional ainda teve de enfrentar a forte ventania no Estádio Olímpico da capital Baviera, palco da Olimpíada de 1972. "Estava um super vento, meu cavalo Don Frederic ficou meio histérico com a ventania..(risos). Então foi meio difícil. Os dois primeiros dias tinha o mastro onde hasteia a bandeira e o vento batia e assobiava. Aí depois ele foi acalmando, mas no segundo dia também estava meio tenso. Tive alguns erros e acabei perdendo ali", contou Rodolpho, que competindo no grau IV emplacou, respectivamente, em 2º e 3º lugar e na 2ª feira, 24/5, em 1º.

O título soma-se às recentes conquistas do tricampeonato no CPEDI3* em Mannheim, na Alemanha, em 9/5, e também o tricampeonato em Doha, no Catar, em fevereiro de 2021. "O importante é que ganhamos o Freestyle (reprise musicada com movimentos obrigatórias em sequencia livre) que era o mais importante. Ganhamos, com 74,975%, estamos bem felizes", conta Rodolpho, que conta com apoio de sua mãe a treinadora e juiza de adestramento Rosangele Riskalla e ainda de sua irmã, a amazona Vitoria Riskalla. "Agora vou levar minhas duas montarias, o Don Henrico e o Don Frederic, para o Internacional de Hartpury na Inglaterra, entre 7 e 11/7, onde estarão todos os juizes que vão julgar a Paralimipíada de Tóquio, com excessão de uma juiza australiana que não estará presente por impedimento de viagem", adianta Rodolpho, atual nº 2 do ranking mundial Grau IV e nº 9 no ranking geral, duas vezes vice-campeão mundial em 2018 e forte candidato a medalha nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

"Então na Inglaterra vou poder decidir com qual cavalo vou aos Jogos. Depois em 10 de agosto iremos para a quarentena em Aachen, na Alemanha, para ficar com os cavalos e dia 18 embarcamos para Tóquio", finaliza o cavaleiro.

A Paralimpíada de Tóquio acontece entre 24 de agosto e 5 de setembro e a corrida pelas medalhas no Adestramento Paraquestre, entre 26 e 30/8. No Adestramento Paraquestre as disputas são divididas em cinco graus - I,II,III,IV e V - grau de dificuldade crescente de acordo com a avaliação / classificação funcional da deficiência do atleta.

Superação ímpar

Rodolpho, hoje com 37 anos, pratica adestramento desde a infância e aderiu ao adestramento paraequestre no início de 2016 seis meses após a perda da parte inferior das duas pernas, a mão direita e dedo da mão esquerda em decorrência de uma meningite. Menos de um ano depois defendeu o país nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e, em 2018, foi o melhor brasileiro nos Jogos Equestres Mundiais 2018 nos EUA conquistando duas medalhas de prata no adestramento paraquestre.

O cavaleiro residia na França há cerca de 10 anos e no final de 2020 mudou para Alemanha, onde conta com três cavalos a sua disposição. Além do adestramento paraquestre, Rodolpho também compete com sucesso em provas de adestramento.

Assessoria CBH
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