28-Ago-2021 10:05 - Atualizado em 28/08/2021 11:58
Horse Tokyo 2020

Sérgio Oliva fica em 10º no Grau I

Na sela de Milenium, sua nova montaria, cavaleiro paratleta brasileiro disputou com 18 concorrentes e ficou entre Top 10 do mundo

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Sergio Oliva, com Milenium e equipe na arena do Equestrian Park de TóquioDivulgação
O cavaleiro paraequestre Sergio Oliva mais uma vez foi buscar na superação a força para competir e terminar a prova entre os 10 melhores do mundo na Paralimpíada de Tóquio. Em sua apresentação nesta sexta-feira (27), além de bons conjuntos adversários, teve de superar vários obstáculos, como a troca de treinador, adaptação ao novo cavalo, além dos incidentes provocados pela pandemia.

Mesmo assim, ele fez uma boa prova e com sua 10ª posição (grau I), o Time Brasil retorna para casa com a melhor marca do hipismo em Jogos Paralímpicos. Medalhista de bronze por duas vezes na edição do Rio de Janeiro, desta vez fez resultado abaixo do esperado, com nota de 69.643%, ficou em décimo lugar.
Um dos mais experientes cavaleiros paraequestre do Brasil,

Sérgio foi um dos primeiros a se apresentar. Os Estados Unidos, com Roxanne Trunnell, ficou com a medalha de Ouro, enquanto que Rihards Snikus (Letônia) e a italiana Sara Morganti, completaram o pódio com as medalhas de prata e Bronze, respectivamente.

Quem é ele:

Com 39 anos, Sérgio Fróes Ribeiro de Oliva é natural de Brasília (DF) e compete na categoria Grau la. Treinado por Marcela Parsons, tem no curriculo a participação em quatro Paralimpíadas, Campeonatos Mundiais e Jogos Equestres Mundiais, além de outras importantes competições internacionais.

Entre suas principais conquistas estão: 2 medalhas individuais de bronze nos Jogos do Rio 2016 (provas técnica e estilo livre), Campeão Mundial 2007 em Hartpury, Inglaterra (ouro na prova técnica e bronze no estilo livre); bronze nas provas técnica e estilo livre no CDPI3* de Hartpury, Inglaterra, 2016; ouro nas provas técnica e estilo livre no CPEDI 3* International de Hartpury de 2019; ouro na prova técnica e no estilo livre e prata por equipe nos Jogos Parapan-Americanos de Mar del Plata 2003; Campeão Sul-americano em São Paulo 2005; bronze na II Copa Sul-americana em São Paulo 2004. Cinco vezes (2012, 2014, 2015, 2016 e 2017) eleito o melhor atleta paralímpico do Hipismo promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Heptacampeão Brasileiro (2005, 2006, 2007, 2008, 2012, 2013  2018).

Formado em direito pela Unieuro, pós-graduado em Direito Público e servidor do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Sérgio é irmão gêmeo de Flávio e Eduardo. Nasceu prematuro e por falta de oxigenação na incubadora ficou com paralisia cerebral. O cavalo entrou em sua vida aos 8 anos de idade, por meio da equoterapia, como método para auxiliar o seu processo de desenvolvimento psíquico motor. Depois de praticar outros esportes, aos 13, o brasiliense tropeçou na saída do edifício onde morava e caiu na vidraça da portaria, cortando-se com os estilhaços. O acidente lesionou os nervos na altura das axilas e Sérgio perdeu os movimentos do braço direito.

Depois de um intercâmbio nos Estados Unidos retornou ao Brasil, terminou o ensino médio, voltou a praticar o hipismo em 2002 e em 2005, quando optou apenas pelo Adestramento Paraequestre, aprendendo e aprimorando técnica de montaria.  Passou a competir e somar conquistas em campeonatos regionais, nacionais e internacionais como Paralimpíadas, Mundial, Parapan, Jogos Equestres Mundiais e Sul-americano

Revista Horse/CBH
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