03-Ago-2021 04:50 - Atualizado em 03/08/2021 10:20
Horse Tokyo 2020

Uma despedida emocionante

Ouça a emocionada entrevista do cavaleiro Marcio Appel na saída da arena do Equestrian Park da Tóquio 2020 sobre a aposentadoria de seu BH Iberon, de 18 anos

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Sobrou emoção e uma apresentação quase perfeita do conjunto Marcio Appel/ Iberon Jmen, no Equestrian Park de Tóquio. O conjunto que chegou a Tóquio como reserva do Time Brasil de Concurso Completo de Equitação (CCE), substituiu Marcelo Tosi/Glenfly, brigando para fugir da última posição. A estreia de Appel na @tokyo2020 marcou também a despedida oficial das pistas do cavalo da raça BH de 19 anos.
A grande apresentação arrancou aplausos registrando ao final apenas uma falta, o que deixou o cavaleiro extremamente emocionado pela despedida do parceiro de pista. “Estou muito feliz, este cavalo merecia uma despedida assim, foi espetacular, mostra que com esta idade e a energia que tem, gosta disso. Acho que foi a despedida perfeita”, afirmou o cavaleiro à Horse, com lágrimas nos olhos.


Segundo Appel, Iberon Jmen, que completa 19 anos este ano, foi o único cavalo BH, único nascido no Brasil a competir em Tóquio. Dos 200 cavalos que estiveram competindo nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, apenas 14 foram para Tóquio, sendo Iberon um deles. “Iberon foge a qualquer paradigma, muita gente acha que determinada idade tem limite, o cavalo brasileiro não pode, ou eu que sou cavaleiro amador não posso, se não moro na Europa também não posso. Então acho que é pra servir de exemplo de que todos nós podemos ir atrás dos sonhos”, emociona-se.

O Time Brasil

Sobre o desempenho do hipismo em Tóquio Appel disse que todos esperavam uma melhor performance, mas uma série de fatores atrapalharam. Entende que a equipe teve um pouco de azar, problema veterinário que foge ao alcance dos atletas. Cita ainda  a prova do conjunto Rafael Losano/ Fuiloda G que faltavam apenas dois obstáculos para ser concluída e que com a saída do Tosi (Marcelo) o Brasil brigaria talvez não por medalha, mas por posições melhores que na Rio 2016.

Em sua opinião, a pandemia atrapalhou bastante o planejamento e os preparativos visando os Jogos Olímpicos. “Eu e o Tosi ficamos mais de um ano sem poder competir direito. A própria delegação do Brasil não pode ir pra Europa acompanhar os cavalos. Foi um drama até dois meses antes, não pude entrar na Inglaterra para encontrar meu cavalo. Você ganhar uma medalha é uma somatória de tudo indo muito bem. São situações que ainda acontecem e isso vai atrapalhando, os times que estão brigando por medalhas certamente não passaram por tudo isso e tem uma estrutura mais robusta por trás. O esporte é isso, as vezes uma bola na trave você perde o campeonato e acho que realmente no nosso caso foi bola na trave a égua do Rafa não ter terminado”, explica.

Futuro

Sobre os planos para o futuro e a nova montaria, Marcio Appel garante que ainda será decidido. Diz que o planejamento que havia feito envolviam dois ciclos olímpicos, concluídos com a participação nos Jogos de Tóquio. “Volto para casa e vou me reunir com minha minha mulher e meu irmão para fazermos um novo planejamento para quem sabe ir às competições não só para competir, mas para brigar por medalhas. Quero muito a medalha do Pan Americano que me falta e ajudar o Brasil a quem sabe conquistar esta sonhada medalha. Estou aposentando o Iberon...Tenho dois cavalos mais jovens mas tenho de buscar novos cavalos para representar o time Brasil”, conclui.

 

Revista Horse
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