12-Jul-2016 16:21

Uma picada PREVENTIVA

Além da vacinação, plantel deve receber a vermifugação correta para evitar dores de cabeça e gastos dispendiosos

A vacinacao das éguas lactantes deve estar em dia para passar anticorpos para o potro, Uma picada  PREVENTIVA
1/2 A vacinacao das éguas lactantes deve estar em dia para passar anticorpos para o potro
Os animais deverão ser vacinados anual ou semestralmente dependendo da indicação do fabricante de cada vacina,  da incidência das doenças, Uma picada  PREVENTIVA
2/2 Os animais deverão ser vacinados anual ou semestralmente dependendo da indicação do fabricante de cada vacina, da incidência das doenças
Um componente importante do mecanismo de defesa dos mamíferos é sua capacidade de produzir anticorpos em resposta aos microrganismos invasores. Os potros nascem sem anticorpos circulantes no sangue e a proteção é conseguida através da transferência passiva de imunoglobulinas (anticorpos) da mãe para o recém-nascido que é dada já nas primeiras horas de ingestão do colostro e permanece até aproximadamente o quinto mês de vida através da ingestão do leite.

O colostro é o leite produzido pela égua nos primeiros dias de vida do potro, é mais rico e tem mais anticorpos que o leite normal. A égua devidamente vacinada passa para o seu potro também os anticorpos que adquiriu com a vacinação e, por isso, é importante que seja feito um controle mais intenso de vacinação da égua matriz.

Vacinação
As vacinas que devem ser dadas ao plantel são achadas com diversos nomes comerciais e geralmente são polivalentes, protegendo contra Encefalomielite leste e oeste, Tétano e Influenza. Outros patógenos que podem ou não estar inclusos, mas de igual importância são Herpes Vírus 1 e 4,  Leptospirose e Raiva.

Os valores das vacinas polivalentes, principalmente as que conferem proteção contra os vírus da Herpes e Influenza são um pouco mais caros ao redor de R$ 30, a dose. As vacinas de Tétano quando separadas podem ser encontradas a um custo aproximado de R$ 7, a dose e a de Raiva custa aproximadamente R$ 0,90.

O momento correto para as vacinações contra essas doenças é a partir do 4° mês de vida através de três vacinações consecutivas com intervalo de 30 dias entre elas. A partir daí deverão ser feitas vacinações anuais ou semestrais dependendo da indicação do fabricante de cada vacina, da incidência das doenças no local de criação dos animais e da orientação do veterinário.

Para éguas matrizes é importante que estejam em dia as vacinas contra Herpes Vírus que deverão ser dadas no 5°, 7° e 9° mês de gestação e contra Leptospirose que deverá ser dada até o início da gestação.

Vermifugação

Outro item importante em relação ao manejo é a vermifugação. Por se tratar de um animal herbívoro de hábitos de alimentação rasteiros, sempre perto das fezes de outros animais quando estão em piquetes, os cavalos são extremamente susceptíveis ao parasitismo interno. Tais parasitas são sérios fatores de risco à saúde dos cavalos, afetando diretamente a performance dos animais atletas, além de causar diversas doenças e, até mesmo, a morte. A presença de verminoses em equinos pode ter como consequência as cólicas, diminuição do apetite, diarréias, retardo de crescimento e anemias.

Os vermífugos mais utilizados atualmente são compostos de ivermectina e podem estar associados com Praziquantel o qual lhe confere um espectro maior de ação. Eles apresentam-se todos em gel ou pasta para uso exclusivamente via oral com Dosificadores. Outros vermífugos compostos de Moxidectina ou Abamectina, Febendazol, Mebendazol, Diclorvos+Pirantel também são encontrados com valores que variam entre R$ 6 a R$ 30 cada. Todos de maneira geral são efetivos e devem ser sempre alternados para que o controle seja mais efetivo já que nem todos os vermífugos citados acima têm um espectro de ação completo.

Já em relação ao intervalo de vermifugações, depende do manejo sanitário, número de animais que convivem juntos, animais provenientes de outras propriedades ou de exposições, mas, geralmente, podem ser feitas em intervalos de três a quatro meses.

Éguas gestantes poderão tomar, a qualquer momento, vermífugos a base de Ivermectina, Ivermectina+Praziquantel, Moxidectina e Abamectina e é indicado que alguns dias antes do parto possam receber uma vermifugação para diminuir a possibilidade de contaminação dos potros, já que esses têm o habito de ingerir fezes para ativar a flora bacteriana intestinal que ainda é deficiente e para prevenção de Strongyloides westeri um nematoda relativamente frequente em animais jovens e afeta segmentos do intestino delgado. Quando em infecções pesadas, pode determinar Enterite Catarral com rápida desidratação. A transmissão dessa doença se dá principalmente via colostral ou pelo leite da égua infectada. Esse nematoda pode também ser infectante via pele através de larvas produzidas pelos estágios livres no ambiente.

Daniel Zacharias Zago

Daniel Zacharias Zago

é veterinário formado pela Universidade de  Santo Amaro (UNISA) e atua nas áreas de manejo de pastagens, nutrição, reprodução, neonatalogia e cirurgia
e-mail: [email protected]

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